O movimento «Minha Assinatura pela Pátria» não é uma mera formalidade administrativa ou um slogan repetido ao vento
Há pequenos gestos que a história transforma em muros. Há traços de tinta que pesam mais que mísseis. Hoje em dia, Cuba é um rio de mãos que se estendem diante do papel, e cada nome escrito é uma trincheira, um escudo de consciência contra o castigo silencioso que busca nos destruir.
O movimento «Minha Assinatura pela Pátria» não é uma mera formalidade administrativa ou um slogan repetido ao vento. É, acima de tudo, um ato de dever cívico no verdadeiro sentido da palavra. Porque o cerco que nossa nação sofre não vem apenas do mar bloqueado, por onde se recusam a deixar os petroleiros passarem, mas também da tentativa de sufocar nosso espírito coletivo.
O bloqueio é a cruel máquina de punição infligida a um povo inteiro, um cerco que não faz distinção entre crianças, idosos, agricultores ou trabalhadores. Dói no pão, nos remédios, na escassez de combustível e no tão esperado abraço. Não há maior desumanidade, diria alguém com compaixão, do que tentar sufocar uma família a ponto de fazê-la renunciar à sua dignidade.
Mas aqui, neste jacaré que sonha e luta, o povo responde com uma arma mais poderosa que o ressentimento: a união. Assinar não é um ato passivo. É dizer ao mundo que preferimos construir pontes de solidariedade a ceder ao medo. É preservar a Pátria, esse território intangível do coração onde reside a história de José Martí e o sacrifício de tantas almas anônimas que souberam colher sem chuva.
«A pátria é a humanidade», ensinou-nos o Apóstolo. E hoje, enquanto cada assinatura se junta à anterior, um elo numa corrente de sanidade, defendemos a paz como nossa principal trincheira. Porque Cuba não deseja a guerra, mas também não aceita a morte lenta do cerco. Não queremos vingança; queremos respirar. Queremos poder viver sem a sombra de uma lei que nos pune por existirmos.
Este exercício cívico tem a beleza do coletivo que se torna íntimo. Você escreve seu nome, mas por trás dele está uma mãe esperando por remédios, um engenheiro sonhando com matérias-primas, uma criança que merece crescer sem ódio. Não viemos assinar com ressentimento, mas com a clareza de quem sabe que o cerco só pode ser rompido com a verdade e a paz ativa.
Cada assinatura é um pedaço da nossa pátria que se recusa a ser colônia. Cada página preenchida é um verso de resistência civil. E enquanto houver mãos cubanas dispostas a escrever seu compromisso, o bloqueio — essa punição coletiva — jamais será lei em nossos corações.
Photo: Dunia Álvarez Palacios
Porque Cuba não assina a sua rendição. Cuba assina pela vida, pela paz, pela dignidade de um povo que não sabe nascer de joelhos. E essa assinatura é tão nativa quanto as palmeiras.
Foto: Retirada da página da ANAP no Facebook em Sancti Spíritus.
Esse é um projeto que proporciona soberania tecnológica, uma vez que, em caso de obsolescência, quebra ou bloqueio, soluções rápidas podem ser fornecidas, pois se trata de uma interface desenvolvida no país