ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Cubadebate
Um grupo de intelectuais cubanos de destaque, incluindo laureados com o Prêmio Nacional de Ciências Sociais e História, divulgou uma declaração pública reafirmando seu compromisso com os princípios de independência, soberania e justiça social que norteiam o processo revolucionário desde o seu início.  
O documento, publicado pelo veículo de comunicação Cubadebate, enfatiza que a história de Cuba tem sido marcada pela resistência a todas as formas de dominação externa, um legado que continua sendo fundamental para o pensamento nacional.
 
A declaração foi assinada por intelectuais de renome como Isabel Monal Rodríguez, María del Carmen Barcia, Pedro Pablo Rodríguez López, Olga Portuondo Zúñiga, Sergio Guerra Vilaboy, Alberto Prieto Rozos e Aurelio Alonso Tejada.  
 
Também se juntaram José Luis Rodríguez García, Francisca López Civeira, Mildred de la Torre, José Bell Lara, Hebert Pérez Concepción e Urbano Martínez Carmenate, juntamente com Israel Escalona Chádez, José Luis Méndez Méndez e outros acadêmicos comprometidos com a defesa da soberania nacional.  
 
Os signatários denunciam as pressões econômicas e políticas que afetam o cotidiano das pessoas.
 
Repudiamos o imperialismo como uma ameaça à paz, à estabilidade e à autodeterminação das nações, reiteraram. 
 
A mensagem reafirma a vocação humanista do projeto social cubano, voltado para a dignidade do ser humano e a expansão dos direitos.
Insiste, ainda, que a solução dos problemas internos cabe exclusivamente ao povo da ilha, por meio do diálogo e da participação. 
 
Intelectuais também chamam a atenção para discursos que, sob um disfarce acadêmico ou cívico, podem servir a agendas de desestabilização. Em resposta, defendem que a paz deve ser o princípio orientador da coexistência nacional e internacional.
 
Defendemos a paz como princípio orientador da coexistência nacional e internacional, enfatizaram.
Por fim, expressaram confiança na capacidade do povo cubano de enfrentar seus desafios com inteligência e senso de justiça, conclamando a comunidade acadêmica e a população a defender a verdade histórica, a independência nacional e os valores de solidariedade que caracterizam a nação.
 
 
SOLIDARIEDADE SEM FRONTEIRAS: INTELECTUAIS BRASILEIROS LEVANTAM SUAS VOZES EM PROL DE CUBA
 
Mais uma vez, a sensibilidade e o compromisso ético de artistas e intelectuais do mundo se levantam contra a injustiça. Desta vez, do Brasil, vozes renomadas como a do teólogo Frei Betto, a do imortal criador Chico Buarque, a do jornalista Fernando Morais e a do romancista Eric Nepomuceno lideram a lista de figuras culturais que se uniram à declaração de solidariedade a Cuba, promovida pela Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade (REDH), que circula desde 2 de maio.
 
O texto — divulgado pela Coordenação Internacional da REDH — denuncia as recentes ameaças militares contra Cuba, bem como as novas sanções que aprofundam o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos, o mais extenso e genocida da história.
 
«Enquanto a humanidade clama por paz, cooperação e respeito ao direito internacional», continua o apelo, «a atual administração dos EUA responde com a lógica do terrorismo de Estado: o fortalecimento do bloqueio criminoso e a perseguição de qualquer transação financeira que ouse se aproximar da ilha». Essa avaliação precisa revela a essência de uma política que, como afirmam os signatários, «não responde a nenhuma lógica política, mas sim à ação coercitiva de uma potência imperial que recorre à força para tentar anular a soberania e a dignidade de um povo».
 
Diante da escalada das hostilidades e das perigosas ameaças contra a Ilha maior das Antilhas, o apelo da REDH assume uma relevância urgente: um «apelo urgente a todos os intelectuais, acadêmicos, artistas, à comunidade internacional, aos governos, aos movimentos sociais e aos povos do mundo para que se manifestem e se unam em apoio a Cuba».
 
Cuba não está sozinha. E esses porta-vozes essenciais do Brasil estão dizendo isso hoje, com o poder de sua arte e de suas palavras. Que o império ouça bem: a solidariedade é uma arma invencível.