ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: ACN
Com o objetivo de fortalecer a participação popular e apoiar a implementação das prioridades do país a partir das comunidades, inicia-se nesta quinta-feira, 8 de maio, o movimento popular participativo «Meu Bairro pela Pátria», uma iniciativa concebida para consolidar o trabalho comunitário e continuar aprimorando o sistema de Poder Popular.
 
A vice-presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado, Ana María Mari Machado, destacou em entrevista coletiva com a imprensa que o movimento representa uma nova etapa de transformação nos bairros, comunidades, distritos eleitorais e conselhos populares em nível nacional.
 
Enfatizou que a iniciativa surge em um cenário marcado pela intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, e se desenvolve no contexto do centenário do nascimento do Comandante-em-chefe Fidel Castro e do 50º aniversário da criação dos Órgãos do Poder Popular.
 
Mari Machado explicou que, diante das dificuldades, «a melhor forma de responder é agir a partir da comunidade, da vizinhança, da solidariedade e da unidade», reafirmando a vontade de continuar defendendo o sistema político cubano e as conquistas da Revolução.
 
Afirmou que o movimento será implementado em mais de 12.000 distritos de diversos setores econômicos e sociais, estruturado em três frentes principais: segurança, participação e produtividade, capaz de se adaptar às condições de cada comunidade.
 
O programa Bairro Seguro promove a participação em tarefas de defesa da Pátria, bem como a segurança e a proteção em situações de desastre, com o apoio da Defesa Civil, o combate ao crime e o trabalho preventivo nos bairros.
 
Em segundo lugar, o Barrio Productivo visa impulsionar a produção e os serviços locais para atender às necessidades da comunidade, com a incorporação de todos os agentes econômicos, estatais e não-estatais, e a promoção do trabalho voluntário em organopônica, hortas e outros espaços produtivos.
 
O terceiro eixo, Bairro Participativo, promoverá a incorporação consciente dos cidadãos na transformação de suas comunidades, com ênfase no trabalho comunitário integrado e no fortalecimento do controle popular.
 
«Queremos que o povo seja a voz ativa e precisa que avalia, orienta e propõe o seu futuro à gestão governamental», acrescentou.