ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Prensa Latina
Em um contexto de severas restrições econômicas e endurecimento do bloqueio, Cuba dá um passo decisivo para apoiar o tratamento de pacientes com câncer. A fábrica de medicamentos citostáticos dos Laboratórios AICA retomou a produção após a conclusão de um projeto de investimento destinado a expandir sua capacidade, notícia que reafirma o compromisso do Estado cubano em priorizar a vida e a saúde de seu povo.
 
A presidente da BioCubaFarma, Mayda Mauri Pérez, recebeu o ministro da Saúde Pública, José Angel Portal Miranda, nas instalações da empresa, em um dia que destacou o trabalho integrado entre a indústria biofarmacêutica, o ministério da Saúde Pública e o Governo Cubano, fator chave para alcançar essa reativação apesar do cenário complexo atual.
 
Segundo uma publicação do grupo biofarmacêutico no Facebook, durante a visita, os especialistas explicaram que o início das operações é um processo faseado e controlado, no qual cada etapa da produção é ativada gradualmente para garantir a estabilidade tecnológica e a qualidade dos medicamentos.
 
A fábrica, agora com capacidade ampliada, é responsável pelo fornecimento de 16 medicamentos citostáticos ao Programa Nacional de Atendimento a Pacientes com Câncer. A produção será retomada, priorizando os medicamentos de maior importância clínica, de acordo com os cronogramas acordados com o Ministério da Saúde Pública.
 
Ao participar da retomada das operações na fábrica de citostáticos dos Laboratórios AICA, o ministro Portal Miranda observou que, apesar das limitações econômicas, seu reinício contribuirá para garantir o fornecimento de medicamentos para o tratamento do câncer.
 
Por sua vez, Mayda Mauri Pérez enfatizou o momento atual e destacou a sólida aliança entre os setores biofarmacêutico e de saúde como um pilar essencial para manter o fornecimento de medicamentos oncológicos à população cubana, apesar da intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos.
 
A visita contou também com a presença de médicos oncologistas, que trocaram ideias com os gestores sobre as prioridades terapêuticas, garantindo assim que a produção responda diretamente às necessidades clínicas dos pacientes.
 
A reativação desta fábrica não é um evento isolado: é um exemplo claro de como a indústria biotecnológica cubana e o sistema público de saúde trabalham em completa parceria, com um único objetivo: garantir a disponibilidade de medicamentos essenciais no momento mais crítico. Em um país que enfrenta escassez imposta pelo exterior, cada medicamento produzido nesta fábrica representa soberania, esperança e um compromisso com o direito à saúde de todos os cubanos.