Instituto pré-universitário Hermanos Martínez Tamayo: um modelo educativo diferente, inovador e exigente
Visita presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez o Instituto Pré-universitário Vocacional do ministério do Interior Hermanos Martínez Tamayo, junto ao titular do setor e membro do Bureau Político, general-de-corpo-de-exército Lázaro Alberto Álvarez Casas
Photo: Estúdios Revolución
Como «um modelo educativo diferente, inovador e exigente», qualificou o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, o trabalho que se realiza no Instituto Pré-universitário Vocacional do ministério do Interior «Hermanos Martínez Tamayo», instituição que visitou na quinta-feira, 4 de junho, junto ao titular do setor e membro do Bureau Político, general-de-corpo-de-exército Lázaro Alberto Álvarez Casas.
Em um diálogo empolgante com estudantes, formados, diretivos e professores da escola —única de seu tipo no país, situada no município de Playa, na capital — o chefe de Estado se referiu à formação integral de seus alunos, «como sempre pediu Fidel quando desenvolveu os primeiros conceitos da Batalha de Ideias».
Díaz-Canel disse sentir-se admirado «pelo que vocês vieram fazendo, sobretudo porque o sustentaram durante anos, inclusive nestes que têm sido tão duros e nos tem afetado e impactado tanto na atividade educacional».
«Creio que o ministério do Interior, além dos méritos e reconhecimentos que tem em nosso povo, deve se sentir orgulhoso de contar com uma instituição como esta», afirmou.
Acerca da escola — sempre linda, limpa, ordenada e bem pintada—, considerou que estes são os ambientes aos que há que aspirar em um centro educacional, «porque a educação não chega apenas pelo conhecimento de um currículo de uma disciplina, mas tem muitos componentes que vão influindo, nutrindo e alimentando o espírito», disse o presidente cubano.
Na troca que antecedeu ao percurso pelas salas de aulas e laboratórios da escola, o presidente falou sobre a necessidade de assumir um pensamento crítico, de conseguir uma formação integral que nos permita enfrentar a vida, de ter um compromisso revolucionário. De ser bons cidadãos cubanos, de dar todas nossas capacidades ao processo de construção socialista no país.
Após escutar histórias de vida dos alunos, as experiências e motivações dos graduados, bem como as reflexões dos professores sobre o processo docente, Díaz-Canel destacou que em tempos complexos como os que está vivendo o país, nos que todos os dias se recebem agressões do império, «estar conversando com vocês, ver a disposição, os compromissos, a formação, a maneira em que se expressam, ratifica também os sentimentos que temos de reconhecimento para esta instituição. Isto nos fortalece muito e também dá muita energia», sublinhou.
Convocou-os a adrirem à Rede Juvenil Comunitária, nova iniciativa dos jovens cubanos para o trabalho nos bairros, pedindo-lhes, ainda, «que estudem muito, aprofundem, que vasculhem na história e na Ciência porque isso lhes vai dar as ferramentas, os argumentos, os conhecimentos para que tenham um pensamento próprio, um pensamento crítico de tudo o que ocorre ao seu redor, para que possam tomar decisões de verdade, coerentes».
Segundo se doube, durante o diálogo com os garotos, no qual também se falou da dura realidade que vive a nação pela política de asfixia do governo dos Estados Unidos, esta visita do presidente cubano se deu em resposta a um pedido que lhe fez uma aluna do Instituto pré-universitário em uma atividade prévia na qual coincidiram.
UMA ESCOLA QUE MUITO DÁ
Em declarações à imprensa, a coronel Vivian Sabuquet Larrondo, diretora da pré-academia do Minint – como é popularmente conhecida a instituição – explicou que «ela tem uma missão importante: formar os futuros oficiais e funcionários do ministério do Interior, há mais de 22 anos. Já formamos mais de 4.000 jovens».
Acrescentou que muitos deles agora trabalham no ministério do Interior, e outros jovens se formaram com a opção de ingressar em universidades civis. «Acho que o mais importante é a contribuição que demos, não apenas ao ministério do Interior, mas à sociedade como um todo».
Sabuquet Larrondo explicou que os alunos saem da escola com um conhecimento abrangente, não apenas de educação patriótica e militar, mas também «desenvolvemos atividades de educação física, cultura, muitos esportes que os meninos gostam, e também o tema do desenvolvimento tecnológico e científico».
Os alunos chegam à escola entre os 14 e 15 anos, saem aos 17 e recebem influências positivas de seus professores, que têm muita experiência, não apenas nas disciplinas, mas também em sensibilidade e valores, considerou ele.
Eles aprendem hábitos de convivência, disciplina e trabalho — acrescentou o diretor —, e a solidariedade, o humanismo, o patriotismo e outros valores são cultivados, com a valiosa ajuda da família.
Esse é um projeto que proporciona soberania tecnológica, uma vez que, em caso de obsolescência, quebra ou bloqueio, soluções rápidas podem ser fornecidas, pois se trata de uma interface desenvolvida no país