ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Archivo
As homenagens fúnebres ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez foram acompanhadas por coroas de flores em nome do general-de-exército Raúl Castro Ruz; do primeiro-secretário do Comitê Central do Partido e presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez; da Associação de Combatentes; do povo cubano; e de sua família.
 
Foi também escoltada pela bandeira da estrela solitária que acompanhou os restos mortais do heróico guerrilheiro Ernesto Che Guevara, da Bolívia até a cidade de Santa Clara. 
 
Diante de seu caixão foram expostos os títulos de Herói da República de Cuba e Herói do Trabalho, além das medalhas, condecorações e distinções obtidas durante seus anos de serviço.
 
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A HOHOMENAGEM AO COMANDANTE RAMIRO VALDÉS MENÉNDEZ SE ESTENDE POR TODO O PAÍS
 
«A partir da manhã da terça-feira, 24 de junho, o povo de Artemisa prestará homenagem póstuma ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez», afirmou a primeira-secretária do Partido daquele território, Gladys Martínez Verdecia, em sua conta no X.
 
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GUANTÁNAMO EM UMA DESPEDIDA DE PAI E FILHO
 
Guantánamo.— A homenagem popular aqui ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez foi profunda, assim como o legado deixado por este homem de todas as batalhas travadas em Cuba ao longo das últimas sete décadas. 
 
Ao lado do Parque José Martí, no coração de Guantánamo, a Casa da Cultura Rubén López Savariego acolheu a agradecida homenagem vinda do leste de Cuba ao Herói da República e do Trabalho.  
 
Soldados e oficiais do ministério do Interior e das Forças Armadas Revolucionárias, juntamente com as mais altas autoridades políticas e governamentais do território, lideraram a manifestação de gratidão e lealdade a Ramiro e à causa que ele abraçou como razão de sua vida.
 
Nenhuma geração ou setor da sociedade esteve ausente da cerimônia. Em fila, cada compatriota segurando uma flor, eles finalmente a depositaram diante da figura do homem que guia e acompanha, agora de outra dimensão, para lhe dar o último adeus.
 
O Alto Oriente e Ramiro pareciam trocar olhares cúmplices, como pais e filhos em tempos difíceis, num daqueles rituais de silêncio respeitoso, quando as palavras são desnecessárias, porque um par de olhos diz: «obrigado pela sua vida, serei fiel a você», e o outro: «eu sei; parto em paz por causa disso».
 
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A CHUVA, A PONTE E O SORRISO DO COMANDANTE RAMIRO VALDÉS
 
Quem o viu percorrer os parques fotovoltaicos e a usina bioelétrica da usina de açúcar Ciro Redondo tem a imagem do Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez, de passo firme e idade avançada, subindo nos geradores a vários metros de altura para verificar se a obra estava progredindo.
 
A imagem daquele homem que, para chegar à linha de chegada, não hesitou em atravessar uma tábua muito fina que servia de ponte, depois de uma chuva torrencial.
 
Do outro lado, com um sorriso jovial que desmentia qualquer sinal de cansaço, ele se virou para um dos presentes, um colega um pouco acima do peso, e brincou: «Eu ainda tenho equilíbrio, você nunca vai conseguir atravessar». A anedota se espalhou e permaneceu como um testemunho do humor simples e acessível que o vice-primeiro-ministro reservava para os locais onde a energia do país era gerada.
 
Ramiro não se limitava a supervisionar de cima. Ele também colocava a mão na massa. Ali mesmo, na usina bioelétrica, pegou um daqueles grandes carrinhos de mão que um dos operários conduzia. Sem dizer uma palavra, empurrou-o por alguns metros, como que para demonstrar que, com mais de 90 anos, seu corpo ainda respondia ao chamado do trabalho.
 
Esse foi o Ramiro que percorreu Ciego de Ávila, verificando os parques solares e a primeira usina bioelétrica da usina central de açúcar que leva o nome de sua coluna na serra Maestra. 
 
Ali, em frente à escultura de Ciro Redondo — membro da expedição do iate Granma, um dos atacantes do quartel Moncada, aquele amigo inseparável da serra Maestra com quem compartilhou a fome, o frio e as balas — ele parou abruptamente. Não deu ordens, não perguntou sobre megawatts. Com a gravidade de quem sabe que certos momentos não permitem pressa, observou um minuto de silêncio. 
 
Os operários, os técnicos, os funcionários, os jornalistas que o acompanhavam prenderam a respiração. Ninguém ousou interromper aquele diálogo silencioso entre um veterano e a efígie de seu amigo de infância.
 
Quando ergueu os olhos, sua voz não era a do líder, mas a do amigo sobrevivente que ainda se lembrava das feições daquele que partira. Com o máximo respeito, com a honestidade que só o verdadeiro afeto permite, comentou em voz baixa, quase para si mesmo: «A escultura não se parece muito com o Ciro Redondo que eu conheci». 
 
Foi uma demonstração de confiança; foi o momento em que o tempo parou e Ramiro deixou de ser o vice-primeiro-ministro, tornando-se, em vez disso, aquele jovem que vira o sorriso genuíno de Ciro naquelas noites na selva. Aquele gesto — o minuto de silêncio, a frase sussurrada ao vento — revelou mais do que qualquer discurso: lembrou a todos que os amigos são de carne e osso, com memórias; e que Ramiro, com mais de noventa anos, ainda carregava Ciro Redondo vivo dentro de si.
 
Sua constante preocupação com a geração de eletricidade derivava da urgência de ver, em cada megawatt, uma batalha contra os apagões e, em cada projeto concluído, uma vitória para o povo.
 
Hoje, o povo de Ciego de Ávila, juntamente com as mais altas autoridades do território, lembram-se dele como o comandante que enfrentou os problemas energéticos com a mesma determinação com que atacou o quartel Moncada ou desembarcou do Granma.
 
Esse é o Ramiro que conhecemos durante sua passagem por Ciego de Ávila. Aquele que atravessava tábuas, conduzia carrinhos de mão e, com seu exemplo, demonstrava que a Revolução também se faz com engenhosidade criativa e suor.
 
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EM CAMAGÜEY, HOMENAGEM PÓSTUMA AO COMANDANTE DA REVOLUÇÃO RAMIRO VALDÉS
 
Na Praça da Revolução major-general Ignacio Agramonte Loynaz, nesta cidade, o bravo povo de Camagüey prestou hoje homenagem póstuma ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez.
 
Foi um dia solene em homenagem a um dos maiores homens da Pátria e um dos mais fiéis discípulos do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, segundo Walter Simón Noris, primeiro-secretário do Comitê Provincial do Partido Comunista de Cuba (PCC).
 
As mais altas autoridades do PCC e do Governo lideraram a homenagem ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez, que também contou com a presença de membros da Associação de Combatentes da Revolução Cubana, oficiais das Forças Armadas Revolucionárias, do ministério do Interior, bem como de diferentes sindicatos da província.
 
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EU NÃO PODERIA PERDER ESTA HOMENAGEM
 
Santa Clara.— Apesar dos seus oitenta anos e da deficiência que a acompanha, Delia Sosa Morales, professora da Universidade de Ciências Médicas de Villa Clara, não hesitou em comparecer ao Museu de Artes Decorativas desta cidade para homenagear o Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez, homem muito ligado à história desta província e que, por seus méritos, foi declarado em 2019 «Filho Ilustre» desta terra.
 
Fazendo um grande esforço, a octogenária caminhou pelas ruas e avenidas da cidade até chegar ao Parque Leoncio Vidal, onde uma longa fila de moradores de Villa Clara a aguardava, convocados para prestar homenagem ao Herói de Moncada, do Granma e da invasão, entre outros feitos.
 
$Venho de uma família de revolucionários convictos, daqueles que arriscaram a vida na luta contra a ditadura de Batista, e não poderia deixar de vir aqui prestar homenagem a um homem que deu tudo pelo seu país», disse Delia após passar pela imagem do líder rebelde.
 
Assim como ela, milhares de moradores de Santa Clara se reuniram na praça central para aguardar a oportunidade de estar perto do segundo chefe da Coluna nº 8, Ciro Redondo, que desempenhou um papel tão importante na libertação das cidades desta província, naquela ofensiva revolucionária relâmpago de 1958.
 
As principais figuras políticas e governamentais do território, Susely Morfa González e Milaxy Yanet Sánchez Armas, lideraram a homenagem, da qual participaram também trabalhadores, camponeses, estudantes, membros das FARs e do Minint e combatentes da Revolução Cubana, entre outros segmentos da população.
 
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O POVO DE BAYAMO SE DESPEDE DO COMANDANTE RAMIRO VALDÉS MENÉNDEZ
 
Bayamo, Granma.— O sol da manhã cobre com sua luz quente o parque museu Ñico López, o antigo quartel Carlos Manuel de Céspedes que, em 26 de julho de 1953, foi atacado junto com o Moncada pela Geração Centenária. 
 
Ali, onde a história se tornou «sangue», o povo de Bayamo reuniu-se nesta terça-feira para prestar homenagem póstuma ao Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez.
 
Na cerimônia, oferendas florais em nome do general-de-exército Raúl Castro Ruz e do presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez; da Associação de Combatentes da Revolução Cubana e do povo de Cuba, acompanharam a homenagem ao eterno combatente de Moncada e da serra Maestra. 
 
Em meio a flores e semblantes sérios, surgiram histórias que revelaram o lado humano do Comandante. Acho que ele não teria apreciado um discurso grandiloquente; teria preferido esta manhã de memórias vívidas, de anedotas que retratam o homem simples e profundo do povo que ele era.
 
UM HOMEM DE DETALHES
 
Rafael Corrales Urquiza, tenente-coronel reformado das Forças Armadas Revolucionárias, estava presente na homenagem. Após prestar tributo, com o olhar perdido no passado, ele relembrou momentos de Ramiro Valdés Menéndez, que liderou a Coluna 4 do Exército Rebelde após a transferência de Che Guevara para Minas de Frío.
 
Corrales guarda com carinho as lembranças da juventude, quando era um jovem, como ele mesmo diz, recebendo instruções em operações de combate, especialmente durante a ofensiva de verão na serra Maestra. Ele estava com Ramiro no posto de comando em La Mesa e, mais tarde, em Agua al Revés, onde a ofensiva se intensificou e todos os recursos militares foram racionados.
 
«Enquanto estava no posto de comando em La Mesa, minhas calças rasgaram de uma forma trágica... calças verde-oliva, e ele me viu com as calças rasgadas, minha perna à mostra, e me disse: 'Por que você não costura suas calças?' Eu lhe disse: 'Comandante, eu não tenho agulhas, não tenho linha, não tenho nada.'».
 
«Ramiro ligou para Olguita Guevara e disse: 'Costure as calças dele'. Ela perguntou onde eu ia tirá-las e ele respondeu, sem hesitar: 'Bem na sua frente'. E eu fiquei só de cueca enquanto Olguita costurava a única peça de roupa que eu tinha».
 
Posteriormente, Ramiro recebeu instruções para transferir o acampamento principal da Coluna 4 de La Mesa para Agua al Revés, a oeste de Santana, na própria serra Maestra.
 
«Em Agua al Revés, o esquadrão não tinha nada para comer. Apenas a água do rio e um pequeno campo de cana-de-açúcar em forma de meia-lua que Ramiro havia declarado reserva estratégica para quando não restasse absolutamente nada».
 
«Não tínhamos comido nada durante cerca de sete dias, e bebíamos muita água, e isso só aumenta a fome».
 
«Certa manhã, sentindo que ia morrer de fome, levantei cedo e fui para o canavial. Quebrei um canavial, convencido de que ninguém me viu. Mas Ramiro, que já estava acordado, ouviu o estalo e foi até lá».
 
«'Ei, Rafelito, você desobedeceu às minhas ordens', disse-me ele. Senti uma vergonha imensa. Eu era apenas um menino e sabia que tinha quebrado as regras. Mas então Ramiro acrescentou: «Não, isso fica entre nós dois, não se preocupe. Engula a cana e não diga uma palavra».
 
«Ele poderia ter me expulsado da guerrilha, mas me deixou comer a cana-de-açúcar. Agradeci-lhe por esse gesto, não só por me deixar comer a cana-de-açúcar, mas também pela solução que apresentou para o problema e pela sua discrição».
 
«Considero Ramiro um verdadeiro patriota, um homem do povo, muito discreto em suas ações; um exemplo tanto pessoal quanto coletivamente».
 
UM ENTUSIASTA DE HISTÓRIA 
 
Javier Andrés Vega Leyva, presidente da União dos Historiadores de Cuba, em entrevista ao Granma, também compareceu à homenagem. Para ele, foi uma oportunidade de se despedir do homem que fez história, mas que sempre resistiu a falar sobre si mesmo.
 
Vega relembrou um encontro em La Demajagua, dois anos atrás, quando proferiu o discurso principal na cerimônia que comemorava o 156º aniversário do início das lutas pela independência. Ele não fazia ideia de que Ramiro Valdés estaria lá, ouvindo.
 
Após a cerimônia, alguns colegas lhe disseram: «Javier, o Comandante Ramiro quer falar com você».
 
«Estávamos na reunião de protocolo de La Demajagua conversando sobre história. Ele estava muito interessado em trechos da história local e, claro, também compartilhou anedotas, principalmente relacionadas à figura do Comandante-em-chefe».
 
Mas a história não terminou aí. Dois ou três meses depois, Vega recebeu um telefonema, um convite do Comandante Ramiro para continuar a conversa sobre história durante uma visita à Cidade Monumento Nacional.
 
«Para mim, foi uma honra que um jovem historiador — como sempre digo e confesso, um historiador em formação — pudesse compartilhar isso com ele, mas desta vez pedi que ele trouxesse consigo Ludín Fonseca e Aldo Daniel Naranjo, dois historiadores de destaque da província».
 
«Foi uma tarde maravilhosa. Passamos aproximadamente duas horas conversando com ele, trocando ideias e compartilhando experiências. Demos a ele alguns livros sobre a história de Bayamo e do Granma».
 
«Ele já era um homem idoso, mas com muita energia, vitalidade e lucidez», descreveu Vega.
 
Nessa conversa, o jovem historiador fez uma pergunta que muitos se faziam: «Comandante, o senhor não pretende escrever a sua história?» Ramiro respondeu: «Nem mesmo Fidel conseguiu. Ele resistiu muito a relatar os eventos nos quais desempenhou um papel fundamental. Tentamos convencê-lo, mas ele não cedeu».
 
«Ele nos confessou que muitas pessoas lhe pediram para contar, para escrever sua história pessoal. Era tão simples que ele não quis. Disse que a história que sempre deveria ser contada era a de Fidel, Raúl e Che Guevara. Ele simplesmente estivera ao lado daqueles homens que construíram e forjaram a Revolução Cubana».
 
Após este testemunho, podemos concluir que Ramiro Valdés Menéndez não viveu como um protagonista que buscava o centro das atenções, mas como um homem discreto que sabia estar no lugar certo, na hora certa, pela causa certa.
 
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HOMENAGEM PÓSTUMA SINCERA A UM COMBATENTE EXEMPLAR
 
Holguín. - A morte do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez, embora tenha causado dor, revelou o carinho e a admiração que o povo lhe dedicava, considerando-o um paradigma de lealdade à Pátria, a Fidel e a Raúl.
 
Isso vem sendo observado desde o início da homenagem póstuma, prestada a ele no Museu La Periquera, em nome do povo de Holguín, pelos moradores da capital provincial.
 
Nesse contexto solene, o advogado Manuel Pérez Teruel relatou um fato revelador sobre o profundo respeito que o notável combatente nutria pelo General do Exército.
 
«Certa vez, durante um evento político na Plaza de la Revolución major-general Calixto García, Ramiro esperava a chegada de Raúl. Quando Raúl chegou e foi avisado, Ramiro, que estava na Sala de Protocolo, saiu imediatamente, subiu correndo uma escadaria e atravessou o espaço que o separava de Raúl. Diante do general-de-exército, a primeira coisa que fez foi ficar em posição de sentido e saudar o Chefe, reconhecendo sua autoridade. Só então estendeu a mão ao amigo, seu irmão de armas, e se abraçaram».
 
Visivelmente emocionado, Leandro Rodríguez Moreno, funcionário da Geysel, lembrou-se dele como uma figura paterna que sempre oferecia conselhos sinceros.
 
«Conheci-o há anos, quando eu treinava num centro de formação das Forças Armadas Revolucionárias. O Comandante frequentava as aulas regularmente, o que fazia parte da sua formação militar, que realizava em paralelo com as suas outras responsabilidades. Falava muito sobre o exemplo de Fidel e Raúl, sobre o seu espírito de luta. Sempre nos pedia para aproveitarmos ao máximo o nosso tempo e adquirirmos conhecimento, porque nos considerava a próxima geração de combatentes».
 
«Anos depois, ele visitou o centro onde eu trabalhava. Eu o cumprimentei e ele me reconheceu. Ao sair, disse-me afetuosamente: 'Que bom que você está no setor elétrico!'».
 
«O homem que esteve com Fidel em Moncada, no desembarque do iate Granma e na luta guerrilheira,  ao lado de Che Guevara, na batalha de Santa Clara, Exemplo de compromisso com o povo e Estrategista revolucionário que empreendeu missões decisivas em silêncio, sem reivindicar honras, são julgamentos lacônicos expressos, respectivamente, por William Corona (funcionário da Casa da Imprensa em Holguín), Víctor Hugo Azze (funcionário de uma entidade estatal), Yanet Romero Garlobo (empresária privada) e Nelida Peña Rodríguez (museóloga).
 
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RAMIRO VALDÉS SEMPRE FOI UM EXEMPLO ONDE QUER QUE ESTIVESSE
 
Pinar del Río - Ramiro sempre foi um exemplo por onde passava. Quem afirma isso é o major (Ret.) Antonio Cruz, que teve o privilégio de conviver com o lendário revolucionário em diversas ocasiões.
 
Uma delas ocorreu em 1984, quando o Comandante Ramiro chegou à unidade liderada por Antonio.
 
Ele guarda memórias inesquecíveis daquele encontro, devido à simplicidade e humildade de uma figura tão grandiosa.
 
«Ramiro é um dos homens com mais história em nosso país», diz. Ele atacou o quartel Moncada, embarcou no iate  Granma e participou da invasão ao lado de Che Guevara».
 
«Portanto, ter tido a oportunidade de conhecê-lo, ouvi-lo e receber suas instruções é uma grande honra».
 
«Há muito o que aprender com Ramiro, com sua história, com o que ele fez, com o fato de ser um símbolo para qualquer revolucionário».
 
Assim como Antonio, milhares de moradores de Pinar del Río foram ao Museu Provincial de História nesta terça-feira, 23, para prestar homenagem ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez.
 
Uma longa fila de pessoas, em meio a um profundo silêncio, demonstrou o carinho e o respeito por um dos homens de maior confiança de Fidel, Raúl e Che Guevara.
 
O historiador Juan Carlos Rodríguez afirmou que Ramiro é um símbolo de luta devido à sua total dedicação à Revolução. É por isso que os cubanos lhe prestam homenagem; sempre nos lembraremos dele por sua dedicação ao serviço, sua extraordinária modéstia e sua lealdade à pátria.
 
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"EU NÃO ME PODERIA PERDER ESTA HOMENAGEM PÓSTUMA HOJE»
 
Sancti Spíritus – De mãos dadas, como tantas vezes fazem, como tanto gostam, Miguel Carriles Silva e seu neto Christopher Antonio param diante da imagem de Ramiro. Eles cochicham algo um para o outro em voz baixa e continuam caminhando.
 
«Não podia perder esta homenagem hoje», diz-me simplesmente. «Primeiro, porque Ramiro foi meu ministro quando eu trabalhava no Ministério do Interior. Aliás, acho que a gestão dele foi a melhor que o Ministério do Interior já teve».
 
«E eu também o admiro muito porque ele sempre foi incansável, incondicional. Ele respondia às instruções e tarefas de Díaz-Canel até o último momento. Em outras palavras, ele morreu de botas calçadas, apesar de ter 94 anos».
 
Como você reagiria se um dia seu neto lhe dissesse que quer trabalhar no Ministério do Interior, como você e Ramiro fizeram?
 
«Essa seria uma decisão muito pessoal para ele, mas pode ter certeza de que eu não o desencorajaria da ideia; pelo contrário, ficaria feliz por ele».
 
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FÃS DE RAMIRO EXPRESSAM SEU RESPEITO PELO LUTADOR INESQUECÍVEL
 
Las Tunas - A despedida ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez ultrapassa os limites do Memorial Vicente García González, onde o povo de Las Tunas lhe presta uma merecida homenagem, liderado pelas principais autoridades políticas e governamentais da província.
 
O respeito por este lutador inesquecível estende-se aos corações daqueles que o admiram, no presente, e é visto nos rostos de mulheres e homens que param por um momento diante do retrato, depositam uma flor, ficam em posição de sentido ou dizem palavras sinceras em voz baixa.  
 
Muito mais profundos são os sentimentos do povo de Las Tunas, que teve a oportunidade de conviver com ele em diferentes lugares desta terra, como a comunidade de Tana, no atual município de Colombia, onde participou ao lado de Che na primeira batalha nas planícies, como parte da rota de invasão para o Ocidente.
 
Sua presença permanece na memória por meio de sua participação em reuniões, visitas ao parque eólico Herradura 1, eventos políticos e inaugurações de obras públicas; por exemplo, o parque solar fotovoltaico Nueva Línea em Puerto Padre, a última vez que esteve no território.
 
Fidel Gordo Escobar, coordenador de programas do governo provincial, é um dos gratos porque «estar perto dele foi uma experiência incondicional. O Ramiro que conhecíamos era uma pessoa íntegra, exigente quando se tratava de injustiças, mas também muito disposta a resolver qualquer problema».
 
Ele disse que se lembra da sabedoria que sempre transmitia, de sua voz calma, dos conselhos oportunos para todos e dos ensinamentos que deixou para as novas gerações.
 
«Ele sempre dedicou tempo aos jovens, explicando-lhes o papel naquele momento histórico e compartilhando suas experiências como combatente ou liderando diferentes missões. Acredito que devemos nos lembrar dele não com tristeza, mas pelas muitas lições que nos deixou», acrescentou.
 
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ADMIRAÇÃO E RESPEITO POR RAMIRO 
 
– A admiração e o respeito pelo histórico Comandante da Revolução talvez sejam o melhor resumo da homenagem do povo de Matanzas a Ramiro Valdés Menéndez, um combatente com uma «brilhante e extraordinária trajetória de serviço à Pátria».   
 
Esses sentimentos caracterizaram a homenagem de muitos que compareceram na terça-feira às portas da sede do governo provincial para honrar o ilustre combatente e, assim, se despedir de «um dos combatentes mais leais e paradigmáticos da Revolução Cubana». 
 
Entre as pessoas reunidas, destacaram-se os membros do ministério do Interior e das Forças Armadas Revolucionárias, bem como os trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores da Eletricidade, da Construção e das Comunicações, nestas últimas frentes onde ele também deixou sua marca como líder e educador. 
 
Leonel Pérez Orozco, diretor do gabinete de conservação da cidade de Matanzas, descreveu-o como um homem capaz e inteligente. «Durante o período em que trabalhávamos na restauração do centro histórico para o 325º aniversário da nossa cidade, ele nos visitou em mais de uma ocasião e, em cada uma delas, contribuiu com ideias fundamentais. Ele compreendia a essência dos assuntos que analisava e abordava». 
 
Ao recordar sua memória, o que mais se destaca em Hidovaldo Díaz Martínez, coordenador do governo provincial, é sua firmeza e determinação em encontrar uma saída onde tudo parecia muito difícil.  
 
«Foi isso que ele aprendeu na serra», diz ele: a lutar mesmo nas piores condições, e essa é uma lição valiosa para os revolucionários mais jovens. «Sempre se pode fazer mais», era o seu lema, e nele, sem dúvida, havia algo do espírito de Fidel, Raúl e Che Guevara. 
 
Como funcionário do Partido e do Governo no território, Díaz Martínez recorda suas diversas reuniões de trabalho com o Comandante Ramiro. «Nada o incomodava mais do que não concluir uma tarefa ou deixar um projeto inacabado. Mas ele sempre fazia questão de avisar a todos, com exigência e humildade.».
 
Sua moderação e clareza foram alguns dos atributos que mais impressionaram Mario Sabines Lorenzo, então primeiro-secretário do Partido na província, durante seus frequentes encontros. 
 
«Ele sempre deixou muito claro que teríamos aquilo que fôssemos capazes de criar, e por essa razão estava insatisfeito com o que havia sido alcançado, por exemplo, na área da habitação, onde, em sua opinião, existem muitas reservas a serem exploradas com o uso eficiente dos recursos ainda não aproveitados em cada território».
 
«Era uma pessoa muito bem preparada e, graças a isso, podia sugerir maneiras de fazer as coisas melhor e ser mais eficiente».
 
«Sua presença em Matanzas durante as tristes horas do incêndio na base de navios tanque, desafiando o perigo, foi muito reconfortante».
 
«Ele também esteve presente na inauguração dos parques solares fotovoltaicos. Muito exigente e também muito humano, dando recomendações sobre como fazer o trabalho melhor». 
 
«Todos se lembram dele por sua participação no Moncada, no Granma, de sua época na Serra, mas depois do triunfo ele deixou muitas lições em muitos setores.».
 
«Ele lutou até o último instante de sua vida».
 
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ABRAM AS PORTAS, O COMANDANTE RAMIRO CHEGOU
 
SANTIAGO DE CUBA - Uma multidão de pessoas de Santiago ocupou o Posto 3 do antigo quartel Moncada, o mesmo local atacado em 26 de julho de 1953 por um grupo de jovens que faziam parte da geração que não deixou o Apóstolo morrer no ano do seu Centenário, para prestar homenagem póstuma ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez.
 
Naquela manhã de Santa Ana, o nativo de Artemisa entrou pelo posto, retirou a corrente e proferiu a famosa frase «abram caminho, o general chegou», subjugando imediatamente os guardas do dormitório, destacando-se por sua bravura e firmeza durante o combate.
 
Quase 73 anos depois do feito, não faltam anedotas que testemunham seu amor por Santiago, «e a firmeza com que exigia que as coisas fossem bem feitas, especialmente nos programas de construção e energia elétrica», lembrou Gilberto Romero. 
 
A Cidade Heróica saúda aquele que se sentiu como um dos seus, que enfrentou o julgamento de Moncada com nobreza e que, cinco anos depois, como um mambí do século XX, viu triunfar a Revolução à qual dedicou toda a sua vida.
 
«A geração do centenário do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz também abraça a fé na vitória que Ramiro sempre teve, um homem de poucas palavras, mas que, quando falava, convencia», disse o jovem Roger Poblador, após prestar homenagem à imagem do ex-vice-primeiro-ministro da República no Museu Histórico 26 de Julho.
 
«Sente-se a presença de Ramiro em Moncada, em Santiago e em toda Cuba; ele é um dos indispensáveis», acrescentou Francis Rondón Gómez, testemunha das inúmeras visitas do lendário Comandante a Santiago de Cuba.
 
O primeiro-tenente José Manuel Rodríguez Río relembrou um incidente ocorrido em julho passado, durante uma cerimônia de reafirmação patriótica. Ele liderava um grupo de soldados que carregavam uma fotografia de Che Guevara quando o Comandante da Revolução se aproximou e pediu a foto, explicando que havia sido subordinado de Ernesto Guevara. Durante a conversa, o primeiro-tenente pediu uma lembrança, e Ramiro lhe deu sua dragonas, que o jovem agora guarda com carinho em casa.
 
Segundo José Rodríguez Vera, combatente na resistência clandestina e no Exército Rebelde, «Ramiro nunca priorizou o ganho pessoal, mas sempre esteve pronto para fazer sacrifícios; conversar com ele por 10 minutos era como passar 10 anos na escola. Ramiro era humildade, amizade, camaradagem e lealdade à Revolução».
 
Com lágrimas nos olhos, ele disse que os ensinou a dar tudo sem esperar nada em troca: «Tive a honra de ser seu subordinado em diversas ocasiões; é muito difícil falar de um chefe que realmente tocou o seu coração e tudo o que se diz sobre ele fica aquém».
 
Com admiração, o povo honra e se compromete com o trabalho de Valdés Menéndez, e agora dizemos: «abram as correntes, pois o Comandante Ramiro chegou», declarou o combatente.
 
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Durante horas, cubanos de todas as idades se reuniram na Avenida Rancho Boyero, em frente à sede do ministério das Forças Armadas, para prestar suas últimas homenagens ao Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez.
 
Estiveram presentes na inauguração desta homenagem simbólica membros do Minint e das FARs; o diretor da Casa das Américas, Abel Prieto; embaixadores em Cuba de outras nacionalidades; familiares e amigos do Comandante Ramiro.
 
Representantes dos corpos militares de nações amigas também estiveram presentes na homenagem.
 
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Na manhã de terça-feira, 23 de junho, o povo cubano prestou homenagem póstuma ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez, na sede do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias.
 
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Nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, o povo cubano prestará homenagem póstuma ao Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez.
 
Em Havana, a homenagem terá início às 10h na sede do ministério das Forças Armadas Revolucionárias, onde os restos mortais do querido combatente estarão em exposição.
 
Na terça-feira, cerimônias de homenagem serão realizadas às 10h em todas as capitais provinciais e no Município Especial da Ilha da Juventude.
 
Em conformidade com seu último desejo de repousar ao lado de seus camaradas de armas e próximo à Guerrilha Heroica, os restos mortais do Comandante da Revolução Ramiro Valdés Menéndez serão sepultados na manhã de quinta-feira, 25 de junho, em cerimônia com honras militares no Mausoléu do Front de Las Villas, no Complexo Escultórico Ernesto Che Guevara, na cidade de Santa Clara. 
 
Havana, 22 de junho de 2026
 
«Ano do Centenário do Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz»