ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estúdios Revolución
«Estamos vivendo tempos excepcionais no país, e enfrentar os desafios desta época nos faz crescer como revolucionários», disse o presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, em reunião com líderes da União da Juventude Comunista (UJC), realizada no Palácio da Revolução, que acompanhou a implementação dos projetos da Rede Comunitária da Juventude, dois meses após sua criação.
 
Acompanhados por Roberto Morales Ojeda, membro do Bureau Político e secretário de Organização do Comitê Central do Partido, participaram também deste novo intercâmbio líderes estudantis, representantes da UJC em Havana e coordenadores municipais da rede e dos Conselhos Populares.
 
Díaz-Canel reiterou a necessidade de sistematizar o atendimento às pessoas afastadas dos estudos e do trabalho, e às pessoas em maior vulnerabilidade, não apenas para ajudar a resolver problemas, mas também para envolvê-las nas soluções.
 
O chefe de Estado propôs aproveitar o potencial das pessoas que estão atualmente desempregadas devido à situação do país, a fim de formar brigadas de trabalhadores em diversas profissões, como estruturas que permitam atender às necessidades da população.
 
«Não podemos encarar a Rede Comunitária da Juventude como uma tarefa, porque os tempos que estamos vivendo são excepcionais», comentou o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido.
 
E acrescentou: «Quando alcançarmos a vitória e emergirmos deste momento sufocante ao qual fomos submetidos, teremos a satisfação para toda a vida de saber que fomos as gerações que salvaram a Revolução».
 
O chefe de Estado lembrou que temos admirado a história do nosso país e a trajetória dos nossos antecessores, mas expressou que a fase atual também é desafiadora, pois a pressão a que temos sido submetidos diariamente é imensa, com elementos de guerra psicológica, intimidação e ameaça de agressão.
 
«O que vocês estão fazendo é estratégico para a Revolução, porque vocês são a continuidade», observou.
 
PARA PROMOVER E CONSOLIDAR O TRABALHO DA REDE COMUNITÁRIA
 
Ciente do papel da nova geração no avanço da implementação dos sete projetos que fazem parte da Rede Comunitária da Juventude, a primeira-secretária do Comitê Nacional da UJC, Meivys Estévez, apresentou em números os resultados desse movimento que busca transformar, inovar e criar.
 
Estévez relatou as experiências no cuidado com pessoas vulneráveis, incluindo mais de 4.000 idosos, a inserção de 9.000 jovens nos estudos ou no trabalho por meio da realização de feiras de emprego, o atendimento a mais de 2.000 gestantes, a participação em atividades recreativas nos bairros e a coordenação com a Associação de Combatentes da Revolução Cubana de cada localidade e os Conselhos de Defesa, entre outras frentes.
 
Afirmou que o processo de trabalho ao longo desses dois meses leva ao fortalecimento da preparação de jovens líderes para que adquiram mais ferramentas, a fim de coordenar o trabalho com as organizações de forma eficiente e contribuir para a realização de ações que impactem a localidade, permitindo a capacitação de atores comunitários para sistematizar o trabalho da rede.
 
Ao avaliar o impacto da implementação dos projetos da Rede Comunitária de Jovens, a principal líder da UJC no país reconheceu o progresso na formação dos coordenadores nos municípios, embora tenha considerado que em alguns Conselhos Populares ainda não houve progresso suficiente, sendo os melhores resultados obtidos onde há melhor articulação com os diversos setores dos Conselhos Populares.
 
Roberto Morales Ojeda, membro do Bureau Político, por sua vez, considerou que precisamos definir o que foi alcançado em cada visita ao bairro, o que mudou e como a responsabilidade institucional está sendo cumprida.
 
Desde que a proposta da rede comunitária de jovens foi apresentada em abril passado, o objetivo tem sido coordenar todos os projetos que a compõem, levando em consideração as particularidades de cada município, envolvendo seus habitantes na resolução de problemas, não apenas em atividades pontuais, mas de forma sistemática.
 
Com base na experiência da capital do país, Dahniz Díaz Pereira, primeira-secretária do Comitê Provincial da UJC em Havana, afirmou que a presença dos jovens nos bairros deve deixar uma marca e não pode ser apenas uma ação de um dia.
 
«O importante é que os jovens participem e se envolvam na dinâmica do território».
Photo: Estúdios Revolución
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