ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Ricardo López Hevia

«'O ladrão pensa que todos são como ele.' Nada poderia ser mais preciso para caracterizar o relatório do Departamento de Estado contra Cuba, promovido por um dos funcionários mais corruptos da atual administração, com ligações comprovadas com narcotraficantes e terroristas na Flórida», denunciou Miguel Díaz-Canel Bermúdez, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista e presidente da República, nesta segunda-feira, por meio de suas redes sociais.
«Se algum país espionou e atacou outro a níveis obscenos, foram os EUA contra Cuba», afirmou o presidente, referindo-se às acusações mentirosas contidas no documento emitido por Washington, que acusa a Ilha de ser — segundo o Departamento de Estado — «a principal patrocinadora do radicalismo de esquerda e do terceiro-mundismo nos Estados Unidos».
Por sua vez, Díaz-Canel enfatizou que «os milhões de dólares alocados anualmente a programas de mudança de regime em Cuba são de conhecimento público, apelando tanto à subversão quanto ao terrorismo».
«A história registra episódios criminosos, incluindo pestes e doenças introduzidas em Cuba, a dengue que vitimou 101 crianças; a queda de um avião com 73 pessoas a bordo; atentados a hotéis; tentativas de assassinato; e guerra psicológica», observou.
Também mencionou «o bloqueio e a dimensão genocida que adquiriu com seu atual reforço e embargo energético». Não existe ato de subversão maior contra um Estado, concebido e oficialmente descrito pelos EUA como uma manobra para exaurir o povo cubano e minar seu apoio à Revolução.
«O que a Revolução Cubana fez ao longo de sua história foi se defender dessas sucessivas e intermináveis ​​agressões, por direito legítimo».
«Cuba jamais agiu para prejudicar o povo norte-americano, nem jamais teve a intenção de afetar a segurança nacional dos EUA», afirmou.
«O neomacarthismo multinacional que está sendo reinstaurado nos EUA, a partir de uma corrente claramente fascista, recorre a mentiras para gerar pretextos que justifiquem a agressão contra Cuba e a restrição das liberdades civis nos EUA».