Com o objetivo de fornecer aos gestores as ferramentas conceituais para liderar a implementação e o desdobramento das transformações econômicas e sociais — recentemente aprovadas pela Assembleia Nacional do Poder Popular — foi realizado nesta terça-feira, 20 de julho o seminário do Governo Nacional, presidido pelo membro do Bureau Político e primeiro-ministro, Manuel Marrero Cruz.
«A preparação é fundamental para agilizar este processo», disse o chefe de Governo aos participantes da reunião, realizada por videoconferência a partir do Palácio da Revolução. «Os tempos em que vivemos exigem que trabalhemos com rapidez e qualidade, especialmente nos municípios, o principal palco para a implementação das transformações aprovadas», enfatizou.
A este respeito, reiterou a urgência de replicar a experiência adquirida no seminário nacional. «Esta formação deve ser alargada a todas as estruturas em todo o território». Sublinhou ainda que «tudo deve ser feito com um firme contacto com a realidade local, com as pessoas, porque estas transformações são para resolver os problemas do povo».
Juntamente com o primeiro-ministro, participaram também: os membros do Bureau Político Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado; Salvador Valdés Mesa, vice-presidente da República; Bruno Rodríguez Parrilla, ministro das Relações Exteriores; o general-de-corpo-de-exército Álvaro López Miera, ministro das Forças Armadas Revolucionárias, bem como outros convidados.
As transformações na empresa estatal socialista, as formas de gestão não-estatal, as relações de propriedade, o setor bancário e financeiro, bem como no investimento estrangeiro, no comércio exterior e no turismo, para a recuperação agrícola, nos transportes, no comércio e na gastronomia, foram apresentadas pelos vice-primeiros-ministros e chefes dessas pastas.
Da mesma forma, foram fornecidos detalhes sobre as transformações relacionadas à autonomia municipal, ao setor orçamentário, ao sistema tributário e de preços, e às medidas sociais, trabalhistas e salariais, todas concebidas «com base no princípio orientador de fazer o que é necessário para preservar o essencial», conforme confirmado pelo primeiro-ministro.
Os palestrantes do seminário nacional concordaram que o momento mais complexo é agora: a implementação das medidas propostas. Reiteraram que todas as estruturas devem se preparar para saber o que querem fazer e que cada território, organização, entidade... deve identificar o que precisa fazer para o seu desenvolvimento.
«Avançamos na fase de implementação, mas isso exige coordenação e controle adequados durante essa fase para atingirmos os objetivos propostos», explicou Marrero Cruz, especificando que isso requer a atualização dos sistemas de trabalho, a coordenação entre todas as instituições, a interação com os governos locais e a divulgação de informações oportunas e verídicas à população.
O seminário contou com a presença de membros do Conselho de Ministros, chefes de entidades nacionais, presidentes e diretores jurídicos dos órgãos da Administração Central do Estado, governadores, vice-governadores, coordenadores de programas e objetivos, diretores provinciais, presidentes e vice-presidentes das assembleias municipais do Poder Popular, prefeitos, chefes das Comissões Permanentes de Trabalho da Assembleia Nacional do Poder Popular, entre outros convidados.