O ano letivo começará em 1º de setembro, adaptado às condições do país
As medidas adotadas tencionam preservar a continuidade da educação por meio de maior flexibilidade e utilização dos recursos disponíveis
Escola Primária Frank País García, no município de Plaza de la Revolución. Photo: José Manuel Correa
O ano letivo de 2026-2027 terá início em Cuba no dia 1º de setembro, nos diferentes níveis do Ensino Fundamental, enquanto as universidades e instituições de Ensino Superior também retomarão suas atividades acadêmicas, em um cenário nacional marcado por dificuldades energéticas e outras limitações que condicionam o cotidiano das famílias.
A ministra da Educação, Naima Trujillo Barreto, assegurou, durante uma visita ao país para verificar os preparativos para o ano letivo, que, apesar das circunstâncias complexas, estão em curso os trabalhos para garantir um ano letivo «digno e sustentável», com respostas às principais necessidades educativas de crianças e adolescentes, de acordo com as possibilidades de cada instituição e comunidade.
Segundo informações da ACN, a ministra do ramo insistiu na necessidade de inovar, flexibilizar e adaptar as soluções a cada escola, bairro, município e província, para que as condições existentes não impeçam o desenvolvimento eficiente e de alta qualidade do processo educacional.
O desafio consiste em adaptar a organização escolar a uma realidade que transcende as salas de aula e afeta diretamente as famílias: as dificuldades em garantir combustível e transporte, a falta de eletricidade, os problemas de abastecimento e as limitações materiais obrigam-nos a procurar alternativas que nos permitam manter a atividade docente sem ignorar as condições específicas de cada território.
No que diz respeito ao Ensino Superior, o ano letivo de 2026-2027 também terá início em 1º de setembro nas universidades e instituições de formação de todo o país. O sistema implementou uma organização baseada na descentralização e numa abordagem territorial, aproveitando a experiência do semestre anterior.
Assim, os processos de matrícula para novos alunos, readmissão e confirmação de matrícula para alunos veteranos serão organizados a partir dos locais de residência dos estudantes. Esses procedimentos podem ser realizados presencialmente ou online, dependendo dos recursos disponíveis em cada universidade, Centro Universitário Municipal (CUM) e Unidades Universitárias Municipais (UUM).
O ensino universitário combinará modalidades de ensino híbrido e à distância, com períodos de aulas presenciais quando as condições permitirem, principalmente para alunos do período diurno. As atividades poderão ocorrer não apenas nos campus principais, mas também nas CUMs, na FUMs e em entidades locais de produção ou prestação de serviços.
Espera-se que o curso presencial seja retomado pelo menos uma vez por mês, enquanto o curso à distância manterá seu formato habitual.
As medidas adotadas por ambos os sistemas educacionais têm um denominador comum: preservar a continuidade da educação por meio de maior flexibilidade e utilização dos recursos disponíveis, sem aplicar soluções uniformes onde as condições são diferentes.
O início do ano letivo será, portanto, acompanhado de esforços adicionais por parte de professores, alunos, famílias e autoridades locais. O objetivo, segundo as organizações responsáveis, é garantir que os desafios da situação atual não levem a uma interrupção do processo educativo, mas sim a uma reorganização capaz de responder às circunstâncias de cada comunidade.
Esse é um projeto que proporciona soberania tecnológica, uma vez que, em caso de obsolescência, quebra ou bloqueio, soluções rápidas podem ser fornecidas, pois se trata de uma interface desenvolvida no país