ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

ANTÍGUA E BARBUDA: UNIDOS CONTRIBUIREMOS PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL

O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, lembrou os vínculos de longa data que unem seu país com Cuba.

Esta reunião, disse Browne, deve consolidar relações bilaterais na fraternidade que caracteriza a AEC.

O primeiro-ministro lembrou que no próximo mês a organização completará 22 anos de fundada, e nesse sentido, rememorou as ideias acerca de sua fundação, durante uma cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom).

Ressaltou que os Estados membros da AEC avançaram em um melhor entendimento e interesse mútuos, contudo, ainda resta muito a fazer.

Também assinalou que o encontro tem lugar em um momento em que há tentativas de ameaça a vários países da região. Sobre isso comentou os casos da Venezuela e do Haiti, onde forças externas querem se intrometer em sua soberania.

“As economias de nossos países estão sendo ameaçadas por países poderosos que querem submeter-nos aos seus interesses, temos que resistir. O colonialismo não pode entrar pela porta traseira”, indicou Browne.

Em sua intervenção também fez um chamamento para a consulta, a ação combinada e promoção da solidariedade, porque temos que mantermo-nos unidos e poder levar para a frente a estabilidade. “Esta Cúpula é oportuna perante estes desafios”.

“Devemos manter-nos unidos como estados soberanos e assim contribuiremos para a estabilidade global e o desenvolvimento regional”, sustentou.

Devemos focalizar-nos em nossas metas, assinalou e lembrou que a AEC percorreu um longo caminho. Nesse sentido, parabenizou o secretário-geral que termina, Alfonso Múnera, por ter conferido energia à AEC e por sua liderança.

“Apesar dos avanços nos últimos dois decênios e o trabalho destes anos continuamos experimentando grandes desafios, por exemplo, questões relacionadas com o desenvolvimento do Caribe”, disse Browne.

O primeiro-ministro antiguano referiu-se à necessidade de uma arquitetura financeira que resolva os problemas das nações pequenas como as caribenhas. “É imperioso trabalharmos coletivamente para buscar soluções para as nossas economias”, assegurou, após reafirmar o apoio de seu país à Declaração de Havana.

Antígua e Barbuda, disse, apoia as iniciativas da Cepal e instamos a uma reforma para buscar um tratamento diferencial.

Também fez um apelo a prestar muita mais atenção à mitigação da mudança climática. Ainda são insuficientes as ações. Não existe nenhum sinal de redução nas emissões de gases, nem um compromisso vinculativo para enfrentar esta situação, que prejudica os investimentos de nossos países.

Acompanhamos as propostas da Celac e de outros organismos de declarar a região como Zona de Paz.

SÃO CRISTÓVÃO E NÉVIS: TRABALHAR UNIDOS PARA ATINGIR UM CARIBE SUSTENTÁVEL

O primeiro-ministro de São Cristóvão e Névis, Timothy Harris, disse que para seu país é grande privilégio participar de reuniões como estas, sobretudo em um contexto onde o ex-secretário-geral da AEC, Alfonso Múnera, propiciou uma revitalização nas responsabilidades desse órgão.

Também concordou em que a nova direção da Associação irá conduzi-la com o mesmo entusiasmo e energia atingidos neste período de ressurgimento.

“O mapa da influência econômica global e social está mudando e a AEC deve continuar sendo um bloco regional importante, cuja competência seja decisiva para o desenvolvimento e a sobrevivência humana. Os pilares da AEC são fundamentais para nossas metas de desenvolvimento humano e devemos levar em conta os desafios e vulnerabilidades do grande Caribe”, apontou.

Timothy Harris ressaltou que a cooperação foi, durante muito tempo, um fator importante no Caribe e os efeitos ficaram demonstrados mediante a integração regional e a colaboração nas áreas dos transportes, saúde, comércio, cultura, educação, enfrentamento aos desastres e outros.

“A cooperação caribenha — sentenciou — não é uma alternativa, mas um hábito irrompível, uma forma de vida, presa na mente e nos corações de nossos povos, e comparado com o passado, a AEC tem uma grande janela de oportunidades para resolver qualquer barreira cultural que possa impedir o progresso deste bloco regional”.

O primeiro-ministro de São Cristóvão e Névis defendeu que a AEC continue fomentando um relacionamento mais forte com os governos nacionais e os grupos subregionais do grande Caribe.

“A mudança climática é um tema complexo que representa um desafio sério para nós e é uma ameaça global para a humanidade. Portanto, deve ser enfrentada de maneira coletiva, com sentido de urgência”, manifestou.

A seguir, acrescentou que os efeitos da mudança climática retardarão os avanços que atingimos na agricultura, diminuirão os esforços para mitigar a fome e atingir um desenvolvimento sustentável.

“Os desafios que enfrentamos são diversos, mas apenas através de um trabalho coletivo, poderemos transcender as limitações para superar as dificuldades que obstruem nosso desenvolvimento e enfraquecem nossa soberania. Em parceria, o Caribe e a América Latina possuem um amplo espectro de recursos que podem ser unidos e compartilhados para o bem de todos nossos povos”, ressaltou.

A decisão de aprovar a Declaração de Havana é um símbolo de nossos princípios políticos; é nossa convicção de que o trabalho que emana desta 7ª Cúpula merece todo nosso esforço e é imperativo trabalhar de forma diligente para atingir sua consecução.

Reiterou sua felicitação a Cuba e à secretaria da AEC pelo trabalho realizado, para conseguir que a Cúpula seja bem-sucedida e concordou em que a benevolência, a hospitalidade e a empatia da maior das Antilhas são características comuns do Caribe.

JAMAICA: UMA AEC COM MUITO POTENCIAL

O primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness expressou o privilégio que significa estar em um país que mantém relações de longa data com a Jamaica, caracterizadas pela amizade e a cooperação benéfica.

Também, ressaltou que Cuba tinha que ser anfitriã desta Cúpula, porque “admiramos seu compromisso com o diálogo e a cooperação entre os líderes regionais”. Por sua contribuição para o cumprimento dos objetivos da AEC e seu apoio aos pequenos estados insulares, acrescentou que é uma nação que tem que ser premiada.

Ao referir-se ao ex-secretário-geral Alfonso Múnera, sustentou que é um filho adotado da Jamaica e felicitou a atual secretária, June Soomer, cuja indicação “marcará um novo capítulo na associação”.

Salientou a importância da AEC para enfrentar desafios comuns e para a concertação e o desenvolvimento e disse que devemos continuar enfrentando os impactos negativos das alterações climáticas, as ameaças à paz, a pobreza, a intensidade dos desastres naturais e outras problemáticas.

Holness manifestou certeza na ideia de que o organismo tem potencial para criar um impacto positivo na região. “Temos muito para construir e temos que continuar para frente”, disse.

“Esperamos o fortalecimento e consolidação da cooperação para promover alternativas e ver o Caribe como área especial para o desenvolvimento sustentável”, acrescentou.

“Enfrentando o problema do Caribe podemos continuar para frente com a revitalização da AEC, que conduza a um resultado positivo com a Declaração de Havana e o Plano de Ação”, declarou.

Referiu-se à vulnerabilidade dos pequenos estados insulares como um dos maiores desafios da agenda de desenvolvimento sustentável. Portanto, perante o crescimento da AEC, 22 anos depois de sua criação, sustentou que se requer de uma estratégia coletiva e novas alianças para criar ambientes de progresso em nível das nossas alianças.

Igualmente, elogiou o povo de Cuba que apresentou propostas para a mudança climática na região, para combater vulnerabilidades como o tráfico de drogas, armas e seres humanos no Mar do Caribe, que tiveram impacto significativo na paz e estabilidade na região.

Entre os desafios que enfrentam os países do Caribe destacou a garantia de nossa segurança e as formas mais eficazes de cooperação. “Nossa região serviu como defensora nas Nações Unidas e outros foros para estabelecer um mundo mais seguro”, disse Holness, ao tempo que expressou a colaboração do povo da Jamaica para continuar trabalhando nesse sentido.

Cumprimentou a normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos, e acrescentou que tomara que possa ser comemorado, no futuro, o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro.

REPÚBLICA DOMINICANA: NOSSA CAPACIDADE PARA GERAR TRANSFORMAÇÕES AUTÊNTICAS

A fortalecer a Associação dos Estados do Caribe (AEC), não só em declarações políticas, mas na contribuição que todos seus membros possam oferecer, baseados de suas possibilidades instou, no sábado, 4 de junho, o presidente da República Dominicana e presidente pro tempore da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), Danilo Medina Sánchez.

“Neste momento, a América Latina, o Caribe e o mundo enfrentam importantes desafios e grandes emergências. Contudo, no último ano nos deu motivos para o otimismo”, expressou. “Exemplo disso — disse — é o Acordo de Paris sobre Mudança Climática, assinado em abril passado, por mais de 170 nações”.

“Para o Caribe isto é extremamente importante, pois as consequências da mudança climática constituem um perigo para nossa própria sobrevivência”, apontou.

Nesse sentido, ressaltou que os países desenvolvidos, maiores causadores deste fenômeno, devem oferecer ajuda às nações mais vulneráveis.

“Outro motivo para sentir-nos otimistas — manifestou — é a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a qual pretende dar resposta aos grandes problemas que enfrenta a humanidade: a fome, a pobreza, a desigualdade, a exclusão social e outros”.

“No Caribe, devemos trabalhar em prol de eliminar os obstáculos existentes no comércio regional; mas estas iniciativas devem ter em conta as assimetrias econômicas entre nossos países, de maneira que garantam a troca equitativa”, disse.

Ratificou o compromisso da República Dominicana no empenho por consolidar o trabalho na região de maneira coordenada. “Demonstremos que quando nos guiamos pelos interesses de nossa gente, somos capazes de gerar autênticas transformações”, concluiu Medina Sánchez.

GUIANA: NÃO PODEMOS ESQUECER OS DESAFIOS DA MUDANÇA CLIMÁTICA

O presidente da República Cooperativa da Guiana, David Granger, agradeceu a gestão do secretário-geral que termina, Alfonso Múnera, por seus esforços à frente da organização e mostrou seu apoio à nova dirigente, June Soomer.

Granger destacou que se reúnem em Havana, capital de um país que tem sido um incansável defensor de sua soberania, que luta por levar adiante seu desenvolvimento sem pressões.

A maior parte de sua intervenção foi dedicada aos desafios que significam para o Caribe, os prejuízos da mudança climática.

Disse, também, que os desafios do Caribe não podem ser atendidos sem levar em conta os problemas de segurança que representam para os países da região.

Comentou que o mar Caribe faz parte do patrimônio da região e por isso seus recursos devem ser preservados e usados de forma sustentável, em benefício de todos os povos.

Instou a realizar uma gestão ativa dos recursos e ter uma posição mais ativa contra a mudança climática.

Granger fez questão em que o tema da segurança não pode ser ignorado, pois é essencial para o desenvolvimento sustentável. E instou a trabalhar na preservação dos recursos da região, na luta contra a mudança climática.

HONDURAS: UNIR ESFORÇOS EM FAVOR DO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO

“Cuba demonstrou que cooperação é solidariedade, especialmente quando as coisas não sobram a ainda assim são compartilhadas”, expressou o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández Alvarado.

Disse que as manifestações cubanas de solidariedade com seu país se tornaram patentes em momentos muito complexos, como foi em 1998, após a passagem do trágico furacão Mitch, que provocou os danos mais graves que sofreu Honduras nos últimos 200 anos.

“Cuba marcou presença de imediato”, ressaltou, “oferecendo ajuda na área da Medicina, na qual goza de um imenso prestígio internacional”.

Juan Orlando Hernández apontou que os temas de debate da Cúpula são vitais para o futuro dos povos, pois estão presentes países que se encontram entre os mais vulneráveis do mundo, devido às consequências da mudança climática.

Assegurou que nos une o fato de fazer parte das regiões mais prejudicadas do planeta, por um acontecimento que não é gerado pela ação de nossos povos, pelo qual é prudente rever a tese de poder reclamar as indenizações para nossos povos.

Referiu que na conferência de Paris sobre a mudança climática, de 2015, aludiu à vulnerabilidade de Honduras, especialmente entre 1993 e 2013, que foi prejudicada por 69 fenômenos climáticos adversos, que provocaram perdas na ordem de 3.3% de seu Produto Interno Bruto.

Também alertou que Belize, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e República Dominicana se encontram entre os países latino-americanos mais prejudicados pelos impactos negativos da mudança climática, de acordo com o índice de risco climático global, publicado em 2015.

“É por isso que no sistema de integração centro-americana nós identificamos iniciativas concretas para educar e gerar consciência acerca da mudança climática e o uso adequado dos recursos, sobretudo no referente à combinação de florestas, solos e água”, apontou.

O presidente de Honduras também manifestou sua solidariedade com os países do Caribe que correm riscos, devido ao aumento do nível do oceano e o aquecimento das terras, levando em conta que “43% dos estados insulares vulneráveis do mundo são de nossa região e representam 60% dos membros desta Associação”.

Reconheceu que estes fenômenos derivados da mudança climática não reconhecem fronteiras. “Mais uma razão, apontou, para unirmo-nos e buscar resultados efetivos, pois nós os Estados temos muito por fazer em nível nacional, subregional e em nível da associação”.

“Contudo — apontou — os países desenvolvidos também têm muito por fazer, pois são os que geram o maior volume de gases que produzem mudanças no clima do planeta”.

GRANADA: CUBA É UMA LUZ, UMA IDEIA

“Cuba não é somente um país. É uma luz. É uma ideia. É uma expressão do que um governo orgulhoso, histórico, pode atingir”, disse o primeiro-ministro da Granada, Keith Mitchell.

Mitchell salientou a hospitalidade com que tem sido recebido em todas suas visitas a Cuba. E sustentou que os vínculos entre ambos os países transcendem os desafios políticos e econômicos e continuam unindo nossos povos.

“Deixamos constância de nossa profunda estima pela generosidade da Revolução cubana com o povo da Granada e com todos os povos marginalizados da comunidade mundial”, expressou.

No começo de sua intervenção declarou o impacto que lhe causou conhecer a notícia, na manhã do sábado, da morte de Muhammad Ali, “um dos melhores boxeadores”.

“Em um lugar de topo estão: a mudança climática e o perigo que encara para todos”, manifestou, “especialmente para os pequenos estados insulares e de costas baixas”.

Sobre este tema, disse que esta associação tem uma oportunidade histórica, sui generis, para fazer com que seja diferente mais além dos vínculos regionais. E indicou que se deve diferenciar este instrumento por um compromisso absoluto a ações concretas e o manejo de uma agenda simples que possa ser enfrentada.

PANAMÁ: FORTALECER AS RELAÇÕES INTER-REGIONAIS E GLOBAIS

“Apesar de que temos problemas comuns não devemos esquecer que as relações entre os Estados são integrais, pelo qual não podemos permitir que as diferenças entre duas nações quanto a um só tema, ponham em perigo as relações bilaterais entre estas”, disse em 4 de junho, o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela Rodríguez.

Durante a intervenção no conclave, Varela Rodríguez convidou os presentes a assistir, em 26 de junho próximo, à inauguração do projeto de ampliação do Canal do Panamá, o qual, no dizer do presidente, “fortalecerá o conglomerado de serviços financeiros que oferece seu país, em prol de continuar avançando nas relações inter-regionais e globais”.

“Os principais desafios que enfrentamos são: o crime organizado e a insegurança que experimentam muitos de nossos povos, fatores estes que se alimentam da desigualdade entre as pessoas”, apontou. Outro problema fundamental — explicou — é o narcotráfico. “Para vencer esta batalha interna de nossas nações, temos que criar oportunidades para os jovens em risco social; bem como também estabelecer mecanismos internacionais para a luta contra este fenômeno”.

“O Panamá aposta no fortalecimento da conectividade, como base para desenvolver o turismo sustentável, que melhore a economia regional”, assinalou.

Da mesma forma, ressaltou que não podermos ser indiferentes perante o aquecimento global e a mudança climática, que não apenas geram perdas humanas e econômicas, mas também representam uma ameaça para o desenvolvimento de nossas nações.

Nesse sentido, manifestou que o Panamá aposta na criação de um Centro Logístico Humanitário Regional, para oferecer serviços humanitários aos danificados, na ocorrência de desastres naturais.

Acrescentou que nossa região está vivendo uma nova era, onde cada país deve encontrar seu próprio caminho, sem perder de vista seu compromisso com a transparência e a prestação de contas.

Por outro lado, Varela Rodríguez reiterou a solidariedade panamenha com a Venezuela e seu respaldo ao processo de paz na Colômbia.

VENEZUELA: A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA BUSCA REFORÇAR A ESTABILIDADE DO CARIBE

“A Associação dos Estados do Caribe (AEC) marca uma nova época para a região”, comentou o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, em sua intervenção na 7ª Cúpula da AEC.

Maduro agradeceu ao ex-secretário-geral da AEC, Alfonso Múnera por sua gestão à frente da organização e elogiou seu trabalho como reitor de uma entidade que cresceu.

Expressou que a declaração que será aprovada especifica os grandes desafios de desenvolvimento para o Caribe, entre os que se encontram a economia, o turismo, o comércio e os transportes.

“A Venezuela, apontou, participou desta associação e conseguiu enlaçar iniciativas, de acordo com seus princípios e seus valores”, entre as quais destacou a Petrocaribe, como a mais significativa. “A Petrocaribe é, talvez, a coluna vertebral do desenvolvimento social, estabilidade e segurança energética da região”, ressaltou.

Ainda assim, arguiu que hoje o grande desafio em nossa região não é apenas a segurança energética, mas a diversificação energética.

Neste sentido, nomeou a associação criada entre a Venezuela e Trinidade e Tobago, “onde em outros lugares reina a concorrência, a rivalidade, chegam as companhias multinacionais espalhando intrigas para que haja divisão e guerra, Trinidade e Tobago e a Venezuela conseguimos uma fórmula de irmandade, de atendimento em parceria e de benefício mútuo”.

“Conveniamos em uma fórmula de paz, de entendimento de irmandade e de benefícios mútuos, este é o espírito que deve predominar em nossa região”, sustentou. E salientou que esse anelo ficou aprovado na 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), em Havana, quando declaramos a América Latina e o Caribe como Zona de Paz.

“Construir a estabilidade do Caribe é a decisão da Revolução Bolivariana”, disse Maduro, que condenou as crises no Oriente Médio, por causa do terrorismo e da ingerência de potências estrangeiras.

Nesse sentido, criticou a parcialidade da mídia da direita que ataca a Venezuela e que não fala das grandes situações humanitárias, como a crise migratória.

Afirmou que a identidade da AEC se baseia em criar bases sólidas de relações de cooperação e respeito, graças também ao trabalho do secretário-geral, Alfonso Múnera.

Ao dissertar acerca dos prejuízos que a mudança climática provoca no mundo e especialmente na região, lembrou as palavras do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, quando em 1992, na Cúpula do Rio, vaticinou os efeitos negativos que traria a mudança climática.

Maduro agradeceu a declaração aprovada pela 7ª Cúpula, onde se reafirma o respaldo à iniciativa do diálogo com a oposição, convocada por seu governo.

“Penso que não é segredo para nenhum de vocês o difícil que foi para a Venezuela, durante 17 anos de Revolução democrática, constitucional, tentar fazer avançar pelo caminho do respeito aos direitos humanos, às liberdades, à democracia, ao que foi e é a oposição venezuelana, reincidente em vários momentos em eventos de golpes de Estado, em tentativas de golpes de Estado, de quebra da estabilidade e o direito constitucional da democracia venezuelana”.

Quanto a isso disse que no mundo se tenta julgar o governo da Venezuela, com uma dupla moral, por se defender de grupos políticos que pretendem lançar mão da violência.

“Em 2016, apresentei-me a uma comissão e convoquei-os para que se somassem a uma iniciativa de paz, que indenize as vítimas pelos golpes de Estado e eventos violentos e atender os assuntos da crise econômica e eles se negaram”, enunciou.

“No plano da oposição venezuelana não estão concebidos os projetos internos nem o desenvolvimento da nação, querem o fim do governo bolivariano”, disse.

“Na Venezuela, enfrentamos durante 17 anos uma conspiração dos governos dos EUA que pretendem isolar a Venezuela e intervir em seus assuntos internos”, sentenciou Maduro. E afirmou que seu país possui um conceito de democracia participativa e protagonista.

Maduro considerou que é infame a Carta Democrática que o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos pretende aplicar à Venezuela.

“Essa carta, declarou, está ancorada em eventos do passado”. E nesse sentido, lembrou os golpes contra a democracia na América Latina.

“A Venezuela exige direito a sua soberania, a eleger seu sistema político, não se pode quebrar o equilíbrio da região para ceder às pressões de Washington contra a Venezuela”, ressaltou Maduro.

Fez um apelo aos governos da região a manter o nível de solidariedade, de cooperação e entendimento e não se deixar submeter.

“São brutais as pressões para isolar a Venezuela, aprovar este instrumento que teria sido uma vergonha para o continente. A Venezuela não se vai ajoelhar”, apontou.

“A Venezuela não aceita tutoria nem intervencionismo”, enunciou.

Acrescentou que o nascimento de organizações como a Celac e a Unasul são provas de quanto temos avançado nos últimos anos, devemos continuar avançando com respeito, união e diversidade.

Finalmente disse que a marca de Chávez está viva e se converteu em solidariedade e em amor.

Agradeceu ao presidente Raúl Castro e a Cuba pelo apoio e a solidariedade. Assegurou que com o apoio da América Latina e o Caribe as circunstâncias adversas serão superadas.

SURINAME: A REALIZAÇÃO DESTA CÚPULA É RELEVANTE E PERTINENTE

“Esta 7ª Cúpula da AEC é realizada em um momento em que muitos de nossos países estão enfrentando desafios econômicos e sociais de envergadura, devido à situação flutuante da economia em nível mundial”, expressou o presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse.

Reconheceu que durante muitos anos a AEC prestou interesse aos desafios internos e externos e nosso interesse de colaborar nas diferentes áreas constitui uma oportunidade para enfrentar esses desafios.

“A realização desta Cúpula, unidos por um desenvolvimento sustentável, contra a mudança climática e a favor da paz na região é relevante e pertinente”, assegurou. E ao mesmo tempo chamou a atenção acerca da necessidade de realizar esforços comuns como grande Caribe, para melhorar o comércio inter-regional e a qualidade de vida e preservar o meio ambiente.

Nesse sentido, elogiou o trabalho da AEC para favorecer o desenvolvimento do Caribe como zona sustentável e fomentar áreas de interesse, como o turismo, os transportes e outros, como pilares decisivos para o desenvolvimento das gerações presentes e futuras.

O presidente do Suriname mencionou que o aquecimento global e o incremento e intensidade dos desastres naturais converteram a região em uma das mais vulneráveis do mundo. Portanto, é importante abordar estes temas, e destacamos a importância da implementação eficaz do acordo base dos pequenos Estados insulares, além da entrada em vigor do primeiro acordo sobre mudança climática, bem como os esforços para a mitigação de seus efeitos que prejudicam o meio ambiente.

Alertou que “quase 90% da nossa área cultivável está se degradando e isso incide no setor turístico; por isso consideramos dentro da base do turismo sustentável que o ecoturismo pode contribuir para a criação de uma subsistência sustentável para nossas comunidades locais”.

“Para muitos de nossos países o turismo contribui para o desenvolvimento econômico e social”, apontou. Mas para aumentar o mercado de destino e fluxo turístico é preciso criar um entorno que promova a conectividade aérea e marítima.

Desiré Delano Bouterse comentou que a realização desta Cúpula em Cuba é significativa e representa o que pode fazer este país nas relações internacionais. E manifestou beneplácito com o processo de restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos, fato que permitirá melhorar ainda mais a paz, o desenvolvimento e a estabilidade nas Américas.

Também reiterou seu apoio ao apelo geral da comunidade para pôr fim ao bloqueio contra Cuba e eliminar todas as restrições financeiras impostas, porque a Ilha maior das Antilhas sempre demonstrou seu compromisso de colaborar com outros países.

“Nossa colaboração com Cuba”, precisou, “sempre esteve ligada pelos vínculos de solidariedade e amizade de ambos os países, e o Suriname espera continuar a cooperação em todas as áreas através de acordos multi e bilaterais”.

Da mesma forma, chamou a atenção acerca da necessidade de fortalecer os mecanismos financeiros, a conectividade aérea e marítima e a cooperação em áreas prioritárias. Nesse sentido, a Declaração de Havana e o Plano de Ação para o período 2016-2018 constituem uma sólida base para fortalecer nossa AEC. Sua implementação, certamente, demandará a solução política, social e econômica em prol do melhoramento de nossos países no grande Caribe.

SÃO VICENTE E AS GRANADINAS: TEMOS QUE RECORRER À HISTÓRIA

O primeiro-ministro de São Vicente e as Granadinas, Ralph Gonsalves, lembrou suas viagens anteriores a Cuba, a primeira delas há quase 40 anos e nos últimos 15 anos como primeiro-ministro. “O povo de Cuba e o Caribe mantiveram vínculos históricos longos”, comentou.

Quanto à Associação dos Estados do Caribe (AEC), disse que a organização é composta por estados membros banhados pelo mar do Caribe. E ressaltou que essa condição faz com que olhemos para o exterior. ”Sempre há uma tensão entre o olhar para o exterior e para dentro de nós”, manifestou.

“Ao reunirmo-nos, buscamos solucionar esta visão e começamos a fazê-lo de forma regional, focalizados em quatro temas: comércio, turismo, transportes e tecnologia, ao que acrescentamos a atenção à mudança climática e o desenvolvimento pacífico e sustentável”.

Gonsalves sustentou que somos países com figuras icônicas como José Martí, Simon Bolívar, Fidel Castro, Hugo Chávez e outros, e paralelamente declarou que espera estar presente aqui quando o líder da Revolução completar seus 90 anos, no próximo 13 de agosto.

“Enfrentamos o colonialismo. Enfrentamos a escravidão, o genocídio, o imperialismo e chegamos a ser nações independentes”, afirmou.

“Esta organização não é um artifício administrativo e fundamentalmente é uma associação política. Encontramo-nos em um momento particular da história onde temos perguntas vitais que fazer-nos, situamo-nos na velha ordem que está mudando ou buscamos estabelecer-nos em uma nova que deve ser criada”?, contestou.

“As contradições que surgem do processo de financiamento crescente do capitalismo mundial incrementam a falta de trabalho e a riqueza de alguns poucos, desigualdade gigantesca, mudanças climáticas, guerras, terrorismo, são coisas que não devemos enfrentar de forma individual, mas coletiva”, expressou. E instou a fortalecer a integração regional para nossos interesses, um caminho possível para enfrentar os desafios.

“Temos que recorrer à história. Temos que ser visionários e práticos, mas não se podem descobrir os problemas como se fossem de hoje, é preciso saber como chegamos a este caminho”, mencionou Gonsalves ao referir-se à importância de salvar a memória histórica para solucionar nossos problemas atuais e futuros.

Também condenou a situação que vive o povo da Venezuela e o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos. Agradeceu a solidariedade da Ilha maior das Antilhas, Venezuela e Trinidade e Tobago para com São Vicente e as Granadinas, bem como o trabalho do secretário-geral que termina e deu as boas-vindas a June Soomer, que assume agora essa função.

EL SALVADOR: PELO PROGRESSO PLENO DE NOSSOS POVOS

“É indispensável que, como nações em vias de desenvolvimento, compartilhamos nossas experiências para o progresso pleno de nossos povos”, assinalou o presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén.

“Por isso — disse — tenho certeza de que este encontro nos permitirá dar mais um passo na integração de uma região decidida a conseguir a prosperidade de sua gente; para enfrentar em parceria os desafios que a realidade nos impõe”.

Em sua intervenção, o presidente salvadorenho se referiu aos embates da mudança climática nos diversos âmbitos da vida; embates que limitam as possibilidades de progresso e, inclusive, podem chegar a representar retrocessos em muitos dos avanços atingidos.

Igualmente, Sánchez Cerén instou a trabalhar na diversificação das matrizes energéticas dos países da área e também a promover neles o uso das energias renováveis e estabelecer uma estrutura sólida “que suporte as transformações que nos propusemos realizar nos próximos anos”.

Por outro lado, o presidente parabenizou o processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos, ao tempo que reiterou a solidariedade de El Salvador com a Venezuela e seu apoio ao processo de paz na Colômbia, “pois pensamos que qualquer dificuldade é superável por meio do diálogo”, disse.

TRINIDAD E TOBAGO: TEMOS UM DESTINO COMUM COMO CARIBENHOS

O primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Keith Cristopher Rowley, destacou o compromisso que tem seu país com a Associação dos Estados do Caribe (AEC).

O dirigente, que participa pela primeira vez de uma reunião deste tipo, fez com que concordasse a posição de Trinidad e Tobago com algumas das expressas no fórum.

Rowley aproveitou a ocasião para reconhecer o destino comum que têm todas essas nações como países caribenhos, nações que compartilham muitos desafios e esta é a oportunidade de identificá-los.

Disse que, seu país está comprometido com a solidariedade de vizinhos e os princípios fundamentais do grupo. Também reafirma a posição de não interferir nos assuntos políticos do resto das nações.

“É um bom momento para que a comunidade tome conta, a fim de compartilhar nossos problemas e desafios comuns”, acrescentou.

Também sustentou que Trinidad e Tobago manteve sua visão do grande Caribe, articulado pelo pensamento de nossos antecessores.

Congratulou-se pelo processo de normalização das relações diplomáticas que desenvolvem Cuba e os Estados Unidos e advogou pelo fim do bloqueio que esse país aplica contra a Ilha, há mais de 50 anos.

“Estes novos passos entre as duas nações, sem dúvida, contribuem para o desenvolvimento, a paz e segurança de todo o Caribe”.

COSTA RICA: NÃO HAVERÁ PROSPERIDADE SEM A AÇÃO COLETIVA

“A grande bacia do Caribe é um espaço geopolítico e cultural no qual os países conseguem estender, virtualmente, seus territórios nacionais e essa visão do Caribe que nos segue, é a visão que temos da AEC, um ponto de encontro, onde o mar nos une, aproxima-nos, e no qual encontramos uma parte de nossa história, afetos e futuro”, expressou o presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís Rivera.

Salientou a importância dos temas convocados, sobretudo por sua correspondência com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pelas Nações Unidas.

Disse que na ordem comercial, a facilitação e a conectividade são temas que conspiraram contra a unidade da região. Igualmente, ressaltou a importância da geração de empregos, bem como a transcendência que terá o aumento do desenvolvimento tecnológico, a troca de boas práticas, o uso das energias renováveis, o incremento dos níveis de educação e o turismo, convertido em aspecto medular das economias caribenhas.

Luis Guillermo Solís também questionou a discriminação das mulheres caribenhas. “Tal como em outras partes do mundo, 50% delas estão incorporadas ao âmbito do trabalho e requerem, portanto, de condições adequadas para que o esforço que realizam se potencialize ainda mais”, apontou.

“Temos que fazer um esforço especial para que nossas mulheres, nossas meninas e jovens, discriminadas no âmbito de trabalho, social e político, possam receber, à par dos homens, salário igual por trabalho igual e possam desenvolver-se nas universidades”, acrescentou.

O presidente da Costa Rica abundou também sobre a segurança e a paz, a luta contra o crime organizado, o narcotráfico e o tráfico de pessoas, bem como os temas de saúde, para garantir o atendimento daquelas doenças que podem converter-se em pandemias.

Também não passou por alto o tema migratório, identificado, na opinião dele, como um fator de risco e que requer de uma visão mais humanitária, pois as condições de vida e trânsito dos migrantes devem ser garantidas, primorosamente, por todos os Estados. Reconheceu os esforços feitos sobre isso, mas fez questão na necessidade de ser mais solidários e conscientes.

Contudo, disse que o desenvolvimento econômico e a paz só fazem sentido se reconhecermos o impacto da mudança climática como um desafio que coloca em risco a própria existência das nações.

Ao mesmo tempo, apontou, “devemos acompanhar os esforços nacionais com espírito de unidade, priorizar as práticas preventivas, a pesquisa e inovação, sobretudo nos setores da construção e nos investimentos, bem como na agricultura e na pecuária”.

“Hoje, há poucas razões para a desunião no Caribe a além da decisão política, a AEC tem um plano de ação muito mais pontual e que permite coordenar melhor os esforços. Não haverá para nós prosperidade sem a ação coletiva”, concluiu.

GUATEMALA: NOSSA REGIÃO CONTINUA NO CAMINHO DA PAZ

Unificar esforços, criar as condições necessárias para alcançar o desenvolvimento sustentável, a fim de contar com sociedades mais justas, inclusivas, respeitosas do estado de direito, foi o apelo do presidente da Guatemala, Jimmy Morales.

“Os temas que nos ocupam: ‘Unidos para enfrentar os desafios do desenvolvimento sustentável, a mudança climática e a paz no Caribe’, não devem ficar indiferentes para ninguém”, expressou.

Manifestou que para a Guatemala cada vez se torna mais relevante o trabalho da AEC. E reconheceu o trabalho feito pelo secretário-geral que termina. Também, expressou sentir-se satisfeito com o fato de que pela primeira vez seja uma mulher quem ocupe esta alta responsabilidade.

Morales arguiu que nossa região é altamente vulnerável perante os impactos da mudança climática.

“Estamos situados em uma rota de furacões, fenômenos naturais e em uma zona de influências de fenômenos como El Niño e La Niña, com consequências na agricultura”, ressaltou. E celebrou as propostas de Cuba sobre as costas arenosas e recifes coralíneos, com o consequente apelo a apoiar a execução de ambos os projetos.

Em relação aos documentos apresentados aos dignitários, declarou que refletem o árduo trabalho que temos por diante. E manifestou que se entrevê que os planos de ação possam ser concretizados em três anos e gerar um impacto mensurável.

“Nossa região continua avançando no caminho de paz e isso o demonstra o compromisso da República da Colômbia para atingi-lo”, disse, além de expressar aos irmãos colombianos que contam com todo o apoio do povo e o governo da Guatemala.

PAÍSES BAIXOS: TRABALHAR DE MANEIRA COLETIVA PELO PROGRESSO

“Os Países Baixos e o Caribe estão unidos na história, na política e na cultura, e sabemos que o trabalho coletivo entre nossos países é positivo, pois temos as mesmas preocupações”.

Assim expressou o primeiro-ministro e ministro dos Assuntos Gerais do Reino dos Países Baixos, Mark Rutte.

“Nossa mensagem hoje é simples: queremos manter vínculos e responsabilidades comuns com as nações aqui presentes e reiterar-lhes que nosso apoio está disponível sem burocracia, sem nenhum outro obstáculo”, ressaltou.

Igualmente, anunciou a candidatura de seu país para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, até 2018. “Acreditamos oportuno favorecer o incremento de membros permanentes e não permanentes nessa organização; e que estes devem estar representados de maneira adequada”, disse.

Por outro lado, Rutte ressaltou que o mundo em que vivemos necessita trabalhar de maneira unida, em prol de alcançar economias fortes e sustentáveis, bem como segurança e bem-estar para os povos.

NICARÁGUA: A CONVIVÊNCIA PACÍFICA E A AUTODETERMINAÇÃO SÃO PRINCÍPIOS IRRENUNCIÁVEIS

“A Nicarágua e seu governo acreditamos firmemente nesta Associação como mecanismo de diálogo, acordo, cooperação, integração e desenvolvimento de nossos povos e nossa convicção é fortalecer-nos, consolidar-nos e continuar crescendo”, assegurou o vice-presidente nicaraguense, Moisés Omar Halleslevens Acevedo.

“Lembremos que o diálogo, a convivência pacífica, a tolerância e a autodeterminação dos povos são princípios irrenunciáveis e somos obrigados a mantê-los, respeitá-los e defendê-los perante os que ousem menosprezá-los ou ignorá-los”, acrescentou.

Moisés Omar Halleslevens aproveitou o espaço para “cumprimentar o processo de diálogo entre Cuba e os Estados Unidos e o reatamento das relações diplomáticas, que deve conduzir ao imediato fim do desumano bloqueio econômico, comercial e financeiro, bem como a devolução do território ocupado pela Base Naval de Guantánamo ao seu legítimo dono: o heroico e digno povo de Cuba”.

Expressou o apoio da Nicarágua aos acordos de Havana e ao processo de paz atingido pela Colômbia e o estabelecimento do diálogo de paz com o Exército de Libertação Nacional.

Também reiterou a recusa de seu país ao julgamento político que enfrenta a presidenta constitucional da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff e recusou o assédio e agressão imperial ao povo e governo da Venezuela.

“Nossa unidade é importante para proteger-nos em um mundo perigoso”, asseverou. “A crescente cobiça do capitalismo global, especialmente no Oriente Médio e na África, provocou guerras, fomentou fanatismo e terrorismo, espalhando insegurança, destruição e provocando todas as crises bélicas, alimentares, humanitárias, ambientais, de trabalho em proporções e consequências infinitas”, acrescentou.

O vice-presidente nicaraguense afirmou que toda essa situação piorará caso não agirmos juntos, para atender e resolver as causas de tanta angústia e barbárie. “Para isso, é preciso fomentar o respeito, a paz, a segurança soberana, a justiça e a solidariedade entre os seres humanos”.

“A crise ecológica, acrescentou, tem o mesmo fundo, a cobiça do capitalismo e quanto à mudança climática, apontou, a única maneira para enfrentá-la, do ponto de vista financeiro, é exercer nossos direitos legais de exigir indenizações pelas perdas e danos”.

Moisés Omar Halleslevens também se referiu às palavras expressas por Fidel no 7º Congresso do Partido Comunista de Cuba quando disse: “Quem vai alimentar os povos sedentos da África sem tecnologias ao seu alcance, nem chuvas, nem represas, nem mais depósitos subterrâneos que os cobertos por areias? Veremos o que dizem os governos que quase totalmente assinaram os compromissos climáticos”.

“Por isso, sentenciou, temos que içar as bandeiras das indenizações para enfrentar as consequências da mudança climática juntos, para que as gerações futuras tenham direito à vida, onde possam desenvolver-se todos e todas”.

BELIZE: A AEC É NOSSA VIZINHANÇA

Com uma saudação ao presidente Raúl Castro Ruz e o reconhecimento à boa vontade e as cálidas boas-vindas do governo e o povo cubanos iniciou sua intervenção o primeiro vice-ministro e ministro da Agricultura, Pesca, Floresta, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Belize, Margarito Gaspar Vega.

Expressou também seu reconhecimento ao secretário-geral da AEC, Alfonso Múnera, que termina seu mandato, não apenas pelos trabalhos da organização que foram realizados com soma elegância, mas também por um horizonte de melhor posição que terá a organização no futuro.

Disse que Belize aplaude a eleição da embaixadora June Soomer para o cargo de secretária-geral. E acrescentou que, sem dúvida, ela continuará a tradição de excelência que foi traçada pelo atual secretário-geral e que com sua experiência valiosa na Caricom, permitirá que a AEC capitalize a fortaleza regional, ao tempo que trabalhe na base de uma associação rejuvenescida.

“O povo de Belize acredita na AEC não apenas porque somos conscientes de que neste tipo de fórum muitos de nós, pequenos, tornamo-nos mais fortes e ganhamos o verdadeiro lugar como vizinhos, como parceiros e como irmãos”, disse.

Acrescentou também que acreditam na AEC porque nos faz lembrar constantemente que os Estados e as amizades em partes diferentes deste mundo são importantes.

“A mudança climática, os riscos econômicos tais como a situação bancária da região, que prejudica diretamente nossas perspectivas de desenvolvimento, a segurança e os riscos à saúde incluídos o Zika vírus, lembram-nos que a estabilidade e a prosperidade são elementos inerentes de preocupação local”, acrescentou o primeiro vice-ministro.

Enfatizou que a AEC “é nossa vizinhança e que hoje estamos sentados à mesa como família, que sempre terá suas diferenças, mas o sangue, a história e os interesses comuns, nosso desejo compartilhado de tornar a vida de nossos povos algo melhor, faz com que o nascimento desta família seja mais sólido”.

Gaspar Vega fez questão na coexistência e na resolução pacífica das diferenças, ao mencionar o conflito que tem seu país com a vizinha Guatemala na fronteira.

Apontou que Belize para sempre vai estar muito grato pelo apoio que sempre lhe deram quando mais precisava dele.

HAITI: NOVO PARADIGMA REGIONAL QUE TEM COMO EIXO A SOLIDARIEDADE

“Todo haitiano que se encontra em Cuba é invadido por um sentimento profundo. Seus laços são fortes e indissolúveis. Cuba é o país onde o haitiano se sente como em casa. É meu caso cada vez que tenho a sorte de poder vir”, expressou o presidente interino da República do Haiti, Jocelerme Privert.

Em nome do povo e governo haitianos — país que organizou a Cúpula anterior — o presidente cumprimentou Raúl, o povo e governo da nação antilhana, pela acolhida dispensada.

“A AEC, fundada sobre a decisão firme das vicissitudes da história estabelece um novo paradigma regional que tem a solidariedade como eixo”, sustentou.

“Os temas sobre os quais estamos trabalhando nesta região — os desafios do desenvolvimento sustentável, a mudança climática e a paz no Caribe — são justamente as novas ameaças para enfrentar, inovar e propor novas mudanças”, expressou.

Também deu as boas-vindas às iniciativas em relação aos acordos sobre o turismo e os transportes. E mostrou sua satisfação com os projetos apresentados pelo governo de Cuba, bem como pela República Francesa e a do Panamá, “que articulam as múltiplas ameaças que temos na região”.

Por outro lado, ressaltou a situação de instabilidade do Haiti nos últimos 30 anos e a vulnerabilidade de seu país perante a mudança climática, o que serve de incentivo para enfrentar este fenômeno.

“A República do Haiti avança rumo à saída da crise. O governo tem o dever de dar ao país uma virada mais razoável. Nossos sonhos têm que situar-nos na consecução da estabilidade política”, afirmou.

BAHAMAS: O DESTINO DE NOSSOS PAÍSES ESTÁ EM NOSSAS MÃOS

Este é um momento importante para os Estados do Caribe, já que temos uma nova agenda de desenvolvimento “que coloca a segurança de nossos povos na linha de vanguarda, bem como a estabilidade de nossa região e a prevalência da paz e a democracia”, assinalou o chefe da delegação da Comunidade das Bahamas, Picewell Forbes.

“Reconheço que o destino de nossos países está em nossas mãos, e é preciso enfrentar seus problemas com pressa. Para isso, é necessário aprofundar nossos trabalhos comuns e dirigir esta experiência a toda a região, a fim de alcançar nossos objetivos comuns”, apontou.

Quanto à mudança climática, Forbes ressaltou o compromisso das Bahamas com o Acordo de Paris e declarou que essa nação se encontra imersa no desenvolvimento de vários programas e estratégias abrangentes, quanto à mitigação e adaptação a esse fenômeno.

“Nosso governo — disse — está ciente de que temos que tomar medidas e criar um entorno que propicie o avanço destes projetos”.

Acrescentou que uma chave fundamental para o desenvolvimento sustentável é o “recurso intelectual de nossos países. Nossa responsabilidade é fomentar alianças com as organizações que promovem a capacitação da juventude”, expressou.

Por outro lado, explicou que continuamos enfrentando desafios de segurança: crime, violência, tráfico de drogas. “Necessitamos um esforço coletivo para combater esses delitos e instalar a paz e a segurança, bem como também o estabelecimento da lei e a ordem”.

“Outra mazela à que nos enfrentamos é as diversas formas de discriminação, além do tráfico ilegal de armas e seres humanos. Por isso, é imprescindível que lutemos contra o crime organizado, e que ponhamos a tecnologia em função deste processo”, manifestou.

“Temos um papel difícil de cumprir, mas penso que podemos ter sucesso na medida em que trabalharmos juntos”, concluiu.

MÉXICO: PELO BEM-ESTAR E PROSPERIDADE DE NOSSOS POVOS

“O México é um país caribenho. Nossa pertença a este mar e a esta terra é cultural e representa o que em nosso país chamamos de nossa terceira fronteira que se alarga, ampla e poderosa, ao redor de 730 quilômetros do litoral marítimo”, comentou a chanceler do México, Claudia Ruiz.

“Nossa costa caribenha concentra tanto riquezas naturais como vantagens econômicas que devemos preservar e potencializar”, expressou. “O litoral mexicano tem uma longa extensão de praias que outorgam grande dinamismo ao turismo e às atividades de pesca e comércio, mas também nos obriga a promover uma perspectiva sustentável”.

O México é parte integrante desta região que possui a segunda barreira de coral mais extensa do mundo, importantes locais arqueológicos e lugares históricos, muitos deles patrimônio da humanidade.

“Dentro dos 25 Estados membros da AEC concentramos 55% da população total da América Latina e o Caribe, 58.46% do comércio, 28.5% do investimento estrangeiro direto, 86% do mercado turístico regional e albergamos mais de um milhão de quilômetros quadrados de áreas protegidas”, descreveu.

“O objetivo do México, sustentou, é e continuará sendo consolidar nossa presença no Caribe. Ser um ator propositivo, conciliador e construtivo, com a finalidade de contribuir para o bem-estar e a prosperidade de nossos povos”.

“É por isso que há mais de 20 anos impulsionamos a criação desta Associação, e que há dois anos, na Cúpula realizada em Mérida, México, propusemos a criação de uma ampla agenda de cooperação em temas de grande importância para o bem-estar de nossos cidadãos. Hoje celebro que novamente nos reunamos com a intenção de fortalecer nossa cooperação”, arguiu.

“Se aspirarmos a construir uma região mais influente e próspera, mais integrada e com capacidade de recuperação e com mais oportunidades para todos, devemos fortalecer o trabalho coordenado e focalizado nos grandes eixos que nos propusemos”.

Ao referir-se às alterações climáticas respaldou os dois projetos apresentados por Cuba sobre a restauração de recifes coralíneos e a recuperação das costas.

BARBADOS: COMPROMISSO PARA ASSEGURAR UMA REGIÃO SUSTENTÁVEL

A ministra das Relações Exteriores e do Comércio Exterior de Barbados, Maxine McClean, agradeceu a Raúl Castro, ao chanceler Bruno Rodríguez e ao governo e povo de Cuba pela hábil presidência da AEC.

Reconheceu a contribuição do secretário-geral que termina, Alfonso Múnera, e agradeceu por seu compromisso para fortalecer a gestão e redirecionar os recursos da organização, para cumprir com seu mandato.

Disse também que será lembrado por sua abordagem e ter conseguido que todos os membros da organização participem de suas tarefas e agradeceu suas iniciativas e esforços pessoais em articular os temas e desafios que encaramos e algumas das recomendações que devemos contemplar.

Ressaltou a importância do desenvolvimento dos pequenos estados insulares como Barbados e acrescentou que “pelo caráter de nosso pequeno tamanho, nossa vulnerabilidade perante desastres naturais, a fragilidade e as capacidades, Barbados e outros estados insulares devem ser reconhecidos com uma categoria especial, ainda que todos os países pequenos e grandes sejam vulneráveis à mudança climática”.

Acolheu com beneplácito a nova secretária-geral e a primeira mulher em assumir este cargo, June Soomer, quem demonstrou sua capacidade de dirigir os círculos acadêmicos dentro da Caricom; “e prevemos que levará a mesma energia de seus cargos anteriores à posição de secretária-geral”. E comprometeu sua participação pessoal e a de Barbados para assegurar que seu mandato seja bem-sucedido.

“Pela diminuição dos recursos que encaramos se torna necessária uma abordagem renovada e um compromisso rumo ao futuro da AEC. A preocupação sempre existiu a respeito da duplicação dos esforços e temos que proteger o uso da AEC e outros órgãos hemisféricos e regionais para analisar ou replicar temas comuns”, acrescentou a chanceler.

Insistiu em que é crítico que a AEC se atenha a sua abordagem de ser um Caribe sustentável e isto foi reiterado nos comentários de abertura do presidente. “É necessário que o tema do desenvolvimento sustentável constitua uma prioridade topo”.

Enfatizou no continuado compromisso de Barbados com a AEC, para encarar os desafios de um desenvolvimento sustentável, a mudança climática e a paz na região. “A abordagem nos temas ligados ao desenvolvimento sustentável são prioritários para Barbados”

Acrescentou que nesta visão comum compartilhada pela organização, em seu país se concentram em quatro pilares: lutar por criar uma economia viável, com equilíbrio social, sólida e caracterizada por uma boa governança.

Acerca dos desafios que encara Barbados, disse que de forma realista podem alcançá-los identificando oportunidades que existem tanto em escala interna quanto no contexto da cooperação com os Estados membros da AEC. Por tanto, enfatizou em seu compromisso para assegurar que a visão que temos para o hemisfério e a região seja sustentável.

COLÔMBIA: ENFRENTAR A MUDANÇA CLIMÁTICA E PRESERVAR A PAZ

“Nestes anos tem sido possível ampliar a agenda a temas de grande interesse para a região como a educação, a preservação do patrimônio cultural e material, a redução de riscos de desastres e outros”, disse a chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín.

Mencionou os esforços realizados a favor da conectividade na região, para incrementar o comércio e o turismo e destacou a luta contra a delinquência organizada internacional, especialmente contra o problema mundial das drogas, o qual constitui um desafio comum para todos os países da região e só poderá ser solucionado na medida em que agirmos juntos.

Além disso, referiu que os países membros da AEC têm como objetivo compartilhado “a ampliação do comércio, como via para maior desenvolvimento econômico, com o fim de fortalecer os laços econômicos e fazer avançar as iniciativas que reduzam os obstáculos ao comércio na região levando em conta os diferentes níveis de desenvolvimento dos membros da Associação”, apontou.

“A agenda ambiental e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, acrescentou, “importam a todos, pois somos países muito vulneráveis aos efeitos da mudança climática. Por isso devemos continuar trabalhando para que todos os países reduzam a emissão de gases de efeito estufa e cumpram os compromissos combinados em Paris e devemos acelerar a implementação de políticas que nos permitam reduzir a vulnerabilidade de territórios e aumentar a adaptabilidade das comunidades”.

“Enfrentar a mudança climática e preservar a paz constituem nossos principais desafios”, expressou.

Também concordou em que a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável constitui uma ferramenta para fortalecer a promoção do desenvolvimento do grande Caribe, levando em conta que inclui temas medulares como o comércio, o transporte, o turismo sustentável e outros.

A chanceler da Colômbia manifestou seu apoio à Venezuela e concordou em que são os venezuelanos os que devem encontrar os mecanismos para solucionar seus problemas e recuperar a estabilidade econômica, política e social do país.

Por último, agradeceu, de maneira especial, ao governo de Cuba por seu apoio à paz na Colômbia, à Venezuela pelo acompanhamento neste processo e a todos os que aludiram ao tema.

SANTA LÚCIA: AGRADECEU O TRABALHO DE ALFONSO MÚNERA À FRENTE DA AEC

O assessor do primeiro-ministro para a Política Externa de Santa Lúcia, Vaughn Lewis, agradeceu a gestão do secretário-geral que termina, Alfonso Múnera e deu as boas-vindas como máxima dirigente da AEC à embaixadora June Soomer.

ARUBA: POR MODELOS ECONÔMICOS E SOCIAIS QUE DERIVEM EM MAIOR PROSPERIDADE CIDADÃ

“Vivemos momentos de grandes desafios como ilhas, devido à renda per capita das nossas nações, ameaçadas por furacões e fechamento de setores econômicos”, manifestou o primeiro-ministro de Aruba, Michiel Godfried Eman.

Quanto ao papel da unidade para enfrentar os desafios das nações caribenhas, disse que “nesta Cúpula se reúnem os presidentes no entendimento dos desafios que encaramos, com a compreensão de que somos mais fortes se trabalharmos em parceria”.

O primeiro-ministro ressaltou que podemos mudar o amanhã se unirmos as mãos. E colocou como exemplo seu país, que aproveitou sua condição insular e hoje é um dos países no Caribe com “uma prosperidade impressionante, um desenvolvimento econômico e uma alta renda per capita”.

“Temos que trabalhar em modelos sociais e econômicos que possam derivar em maior prosperidade de nossos cidadãos, melhores escolas para crianças, melhores lares para idosos. Este organismo nos oferece uma janela de oportunidades para compartilhar estas experiências comuns desde diferentes abordagens”.

Instou, nesse sentido, a converter a AEC em plataforma de troca de boas experiências em termos de educação, atendimento médico e previdência social.

CURAÇAU: PELA PROSPERIDADE E SEGURANÇA DE NOSSOS POVOS

“Esta região é a que menos contribuiu à mudança climática, porém é a que mais sofre seus efeitos”, apontou Bernard Whiteman, primeiro-ministro de Curaçau.

“Por isso — disse — nossos governos devem trabalhar em parceria, a fim de proteger os belos mares que compartilhamos, bem como também as comunidades situadas em zonas costeiras baixas, pois caso não enfrentarmos estes eventos de maneira audaz, arriscamo-nos a entregar às gerações futuras uma catástrofe irreversível”.

“Não viemos aqui para comemorar o progresso, porque resta muito por fazer, já que nenhum país pode enfrentar por si só este desafio, independentemente de seu tamanho ou sua condição financeira”, ressaltou.

Acrescentou que os efeitos da mudança climática geram “fome e conflitos em lugares onde a fome e o conflito já predominam”, o qual arrisca a prosperidade e segurança de nossos povos.

“Contudo, — expressou — temos avançado de maneira lenta e estável na criação de mecanismos mais fortes e consistentes, que ajudam a evitar que as nações maiores imponham sua vontade às menores. Mas de nada servem os bons indicadores se não derivam em melhor qualidade de vida para os cidadãos, especialmente para os mais desfavorecidos”, insistiu.

“Somos o melhor exemplo de integração no mundo”, acrescentou o primeiro-ministro. E instou os assistentes ao conclave a ser fiéis a esse exemplo, mantendo a América Latina e o Caribe como zona de paz.

SÃO MARTINHO (HOLANDÊS): CARÁTER MULTINACIONAL DOS DESAFIOS

“Esta Cúpula é realizada em um momento importante no âmbito econômico e político da região”, disse o primeiro-ministro de São Martinho, William Marlin.

Igualmente assinalou o caráter multinacional dos desafios de hoje e acrescentou que a cooperação é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico da região.

“Uma das áreas centrais é o turismo”, disse, único pilar econômico em nossa região sui generis. “São Martinho tem visto como esta indústria se redefine no tempo”.

Também se referiu a dar maior prioridade aos participantes da região, a partir do turismo de multidestino.

Por outro lado, expressou que a escravidão era parte inegável das origens econômicas dos países que conformavam nossa região, e que tínhamos aprendido a render homenagem aos que lutaram e se sacrificaram por ela, desde então.

Enfatizou em que podíamos obter produtos turísticos na região, levando em conta nossas riquezas naturais e diversidade biológica e que para enfrentar o tema dos desastres naturais tinham que unir-se.

Finalmente, disse estar contente por assistir a “mudanças socioeconômicas que estão ocorrendo em Cuba”, afirmou. E se pronunciou a favor de que se pusesse fim ao ‘embargo’ (bloqueio).

SÃO MARTINHO (FRANCÊS): DEVEMOS GARANTIR A SUSTENTABILIDADE DE NOSSO TERRITÓRIO

A presidenta da Coletividade Territorial de São Martinho, Aline Hanson, disse em sua intervenção que atualmente a adesão da coletividade de ultramar de São Martinho à AEC é o resultado de um longo processo.

“Nossos antecessores vieram a Cuba para cortar cana-de-açúcar e alimentar suas famílias e estou muito contente pelo fato de que possa pisar o Palácio da Revolução, um dos lugares visitados pelo presidente francês François Hollande”, enfatizou.

Acrescentou que durante o procedimento de adesão o governo francês facilitou que eles acessassem em qualidade de membro associado oficial e a título próprio à AEC.

Reiterou seu mais profundo agradecimento aos membros da AEC por seu apoio e disse que sua adesão não teria sido possível se Alfonso Múnera, secretário-geral da AEC, não tivesse visitado pessoalmente São Martinho, a fim de notar o interesse de nosso território para poder associar-nos, tanto a título pessoal como da coletividade.

“Nossa adesão à AEC é já uma realidade, responde às evidências humanas, geográficas e econômicas e marca nossa pertença à bacia do Caribe”, acrescentou Hanson.

Disse que garantir a governança de um pequeno país, que ao mesmo tempo é uma ilha do Caribe, uma coletividade francesa e uma região europeia não é nada simples. Desde o século 15 a história quis que São Martinho fosse considerado um cruzamento, um ponto de convergência, onde coincidem várias histórias, várias culturas, várias realidades, todas ligadas por um forte laço.

“O contexto é complexo e devemos garantir a sustentabilidade de nosso território e do conjunto aonde pertence. As mudanças de qualquer natureza que prejudicam os equilíbrios tradicionais dos países da bacia, já não nos permitem utilizar as virtudes dos princípios, dos usos e costumes, das tradições do passado para resolver os problemas de hoje. Quando as realidades mudam os métodos para abordá-las têm que mudar também”, comentou a representante de São Martinho.

Acrescentou que como novo membro este ato é um passo fundamental para o futuro. E externou sua disposição para trabalhar desde já, pois uma nova era começa para seu país, e daqui em diante devem participar das ações territoriais de integração política e econômica, em nível regional.

MARTINICA: A UNIDADE E A PAZ VÃO JUNTAS

“A unidade não se consegue por decreto, constrói-se aos poucos. A imobilidade seria renunciar e retroceder ao mesmo tempo”, expressou o presidente do Conselho Regional da Martinica, Alfred Marie Jean.

“Unidade quer dizer compartilhar princípios, valores e objetivos precisos e exige forçosamente um compromisso para obter avanços concretos. No seio do Caribe temos exemplos de compromisso que permitiram alcançar transformações reais”, manifestou.

Marie Jean mencionou o exemplo de Cuba, que apesar de um bloqueio de mais de meio século trabalhou sempre por fortalecer as capacidades de alguns de nossos territórios na saúde, esportes, educação, pesquisa e cultura.

“Apesar das obrigações internacionais nossa unidade passa pela compreensão mútua dos desafios reais do desenvolvimento sustentável e da mudança climática que prejudicam particularmente aos países insulares. A cooperação e a unidade de pontos de vista sobre as ações a empreender, para eliminar as marcas da exploração em nossos territórios, devem estar no centro de nossas preocupações”, expressou.

Instou a experimentar um novo modelo baseado em nossa história, um modelo carregado dos valores que formaram nossa identidade e que respeite as exigências das economias mais complementares. A inovação, a pesquisa, fundamental ou aplicada, deve reger esse modelo, para impedir a fuga de cérebros, um modelo que priorize o diálogo permanente para conseguir uma paz verdadeira e eliminar toda ingerência exterior.

“Perante os desastres naturais e as epidemias é essencial fortalecer e reafirmar as iniciativas em termos de sistema de alertas precoces, de inclusão e inteligência estratégica. Qualquer que seja nosso nível de preparação, o risco nunca poderá ser evitado”, ressaltou, ao tempo que denunciou “tudo o que se trama contra a Venezuela”.

GUADALUPE: DESEJAMOS PARTICIPAR NO PROGRESSO DOS OBJETIVOS COMUNS QUE NOS UNEM

Além dos agradecimentos cálidos ao governo cubano, a vice-presidenta do Conselho Regional de Guadalupe, María Luce Penchard, por ocasião desta 7ª Cúpula, destacou o lugar de seu território francês no Caribe.

Disse que o status de membro associado é o reconhecimento da decisão de seu território de assegurar seu desenvolvimento econômico em um meio regional próximo e com seus parceiros do Caribe.

“Queremos empreender nosso pedido de adesão à organização também —disse — isto é o reconhecimento depois de tantos anos de negociações com a França e levando em conta a legislação e o direito franceses, para reconhecer que devemos integrar a Comunidade do Caribe, porque contribui para a condução de nossa identidade, é uma parte de nosso patrimônio cultural”.

Acrescentou que compartilham lutas e desafios que nos unem e querem fortalecer ainda mais e por mais tempo os vínculos.

“Nós pertencemos à França, mas sempre dissemos que somos diferentes porque uma parte de nossa história se encontra aqui, e reivindicamos o direito a essa diferença, porque consideramos que a unidade da república não significa uniformidade”, enfatizou.

Salientou que desejam participar no progresso dos objetivos comuns que nos unem, já que suas competências se acrescentaram na área econômica e podem utilizar as energias renováveis. “Queremos participar do fortalecimento da associação”, asseverou.