ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Jorge Luis González

O primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, e quase uma centena de representantes de diferentes instituições religiosas e de associações fraternais, tiveram na segunda-feira, 14 de setembro, um encontro no Comitê Central do Partido, que constituiu a continuidade dos diálogos mantidos desde há pouco mais de 30 anos, a partir da primeira reunião entre o comandante-em-chefe Fidel Castro e líderes do Conselho Ecumênico de Cuba.

Díaz-Canel sublinhou que o intercâmbio faz parte de um estilo de trabalho entre todas as religiões e a máxima direção do país, “em um diálogo franco, honesto e aberto, da maneira mais sistemática possível. Ainda, é a continuidade de um grupo de visitas que temos feito a instituições religiosas, com representantes de diferentes denominações e com o próprio Conselho de Igrejas de Cuba”.

“Queremos ratificar a decisão de continuar alimentando e mantendo esse diálogo, sobre uma base de unidade e respeito e sem distinção alguma”, disse. E sublinhou ademais que todas as religiões reconhecidas no país são tratadas em igualdade de condições e atendendo às particularidades de cada uma.

A agenda dos temas abordados incluiu o contexto das relações Cuba-Estados Unidos, a pluralidade e o diálogo interreligioso, e ademais os participantes receberam una informação sobre a visita do papa Francisco a nosso país, de 19 a 22 de setembro.

O primeiro vice-presidente cubano referiu-se ao trabalho que podem realizar — a partir da diversidade religiosa e baseados no respeito mútuo — pelo fortalecimento dos valores e a unidade da Pátria, e as oportunidades de inserção social com que contam, entre elas as dos projetos comunitários.

Ainda, comentou que o Encontro Internacional pelo Diálogo Interreligioso e a Paz Mundial, que será celebrado em outubro deste ano, pode coadjuvar à consolidação da unidade dentro dessa diversidade.

Quanto à visita do papa Francisco, Díaz-Canel disse que pela natureza das diferentes denominações religiosas nem todas estão totalmente ligadas a este fato; não obstante, é importante que contem com toda a informação necessária tendo em conta a significação que tem.

Nesse sentido, os líderes religiosos e fraternais destacaram que o Sumo Pontífice será recebido por eles, bem como por todo o povo cubano, com o respeito que merece. Entretanto, os convidados pela Igreja Católica para participar das missas que oferecerá o bispo de Roma, manifestaram sua satisfação, sobretudo porque é o primeiro papa latino-americano e pelas afirmações que fez sobre assuntos que cabem a todos, os quais instaram a ler.

Entretanto, receberam uma atualização sobre o envelhecimento da população no país — preocupação reiterada em várias de suas reuniões — as ações previstas para enfrentar isso e expressaram sua disposição de trabalhar no serviço a seu povo, que é, afinal, a essência das diferentes religiões e fraternidades.

No encontro participaram, ainda, a chefa do Gabinete para os Assuntos Religiosos, do Comitê Central, Caridad Diego, e a diretora das Associações do Ministério da Justiça, Miriam García.