ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Estudio Revolución

Birán foi o ponto de partida. A Birán voltou, nesta terça-feira, 6 de dezembro, o general-de-exército Raúl Castro Ruz junto a outros familiares para depositar as cinzas de seus irmãos Angelita e Ramón, no panteão que está sob a sombra das mesmas árvores onde se começou a escrever a história do Comandante-em-chefe da Revolução cubana.

«Angelita, a mais velha das irmãs e de todos os irmãos foi filha fiel e amorosa de seus pais; Ramón, foi o único chamado a conservar-se como o guardião da terra até o fim de seus dias», dessa forma resume o doutor Eusebio Leal Spengler a vida destes irmãos durante a solene cerimônia de inumação.

De Ramón destacam, ainda, sua cooperação com o Movimento 26 de Julho e seu desempenho na organização de uma das redes de fornecimentos para o Segundo Front Oriental Frank País. Depois do triunfo da Revolução desempenhou diferentes atividades em diferentes escalões do setor agropecuário, fundamentalmente no ramo da cana e da pecuária.

Por tudo isso mereceu diferentes reconhecimentos, entre outros, o título de Herói do Trabalho da República de Cuba.

Os familiares que levam as urnas colocam-se diante do panteão; atrás Raúl e a irmã Enma; depois o faz o resto da família ali reunida. Levam as cinzas até o lugar de repouso; escuta-se o toque de silêncio da corneta e o Hino Nacional. Em um íntimo adeus os entes queridos vão deixando rosas brancas junto aos nichos.

Segundo palavras de Eusebio Leal, Birán foi o fruto do trabalho infinito, de anos de esforço e empenho, «aqui vive o espírito da família e aqui virão milhões de pessoas de todas as partes do mundo, porque há umas poucas horas temos deixado em uma pedra o mais importante de todos os que aqui nasceram, aquele que foi chamado a fazer um destino».

Por decisão familiar, os restos dos irmãos — Angelita, falecida em fevereiro de 2012 e Ramón, em fevereiro de 2016 — foram trazidos para este lugar, que, segundo o doutor Leal, marcou um ponto de inflexão, fez a diferença, porque em nenhuma outra fazenda cubana dessa natureza existia «uma sala de aula escolar onde se formavam as crianças e aprendiam a ter sentimentos de amor pátrio».

Daí saíram Fidel e Raúl um dia. Ali devemos ir os cubanos todos, porque em Birán também está nossa raiz, nossa historia.