ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
O presidente cubano cumpriu uma intensa agenda, na terça-feira, 13 de novembro, em sua estada em Londres. Photo: Estudio Revolución

LONDRES.— No interesse do Governo cubano de continuar fortalecendo e diversificando as relações econômico-comerciais e de cooperação, e incentivar a participação das empresas britânicas nos planos de desenvolvimento e investimento de nosso país, na manhã da terça-feira, 13 de novembro, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, fez um intercâmbio com a entidade Iniciativa Cuba.

Mais de cinquenta empresas compõem este programa, nascido em 1995, fruto da amizade entre a Baronesa Lady John e o Líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, para estabelecer um diálogo construtivo entre o Reino Unido e Cuba.

Em prol do objetivo de criar um cronograma de trabalho para promover as relações bilaterais, esta entidade serviu como um espaço através do qual as oportunidades são identificadas para intensificar o comércio de cada um e, assim, encorajar os negócios entre as duas nações.

«Queremos ver um relançamento da Iniciativa Cuba, para reinjetar energia», disse David Maxim Triesman, co-presidente da entidade. «E eu estou 100 por cento comprometido com esse propósito», acrescentou.

Em seguida, manifestou interesse em organizar um evento em Havana, no próximo ano, que foi recebido com satisfação pela delegação cubana.

Entretanto, o presidente Diaz-Canel evocou o surgimento da Iniciativa Cuba, que, tal como o nome indica, foi precisamente «uma iniciativa que marcou o início de uma relação diferente, mais forte e mais próxima entre a comunidade empresarial e setores como a educação, cultura e esporte com o governo e as instituições cubanas».

Photo: Estudio Revolución

Tem o mérito de ter iniciado um caminho — valorizou o presidente — «construiu uma ponte de cooperação e colaboração e deixou um legado que ninguém pode negar». Daí a importância que concedeu e o fato de ter esta reunião, como parte de sua visita de trânsito neste país.

Díaz-Canel também agradeceu «a compreensão e o esforço que fizeram durante esses anos para estar com Cuba. Há todas as bases e possibilidades para irmos a um novo estágio, um estágio em que vamos trabalhar com maior intensidade e podemos concretizar relações mais profundas», comentou o chefe de Estado cubano.

Durante a reunião, descrita por Diaz-Canel como excelente, também foram destacadas as boas relações que em nível político e econômico-comercial nos unem ao Reino Unido, do qual esta visita é um exemplo. Da mesma forma, especial atenção foi dedicada à análise de diferentes projetos que estão sendo desenvolvidos com a Iniciativa Cuba, a fim de identificar melhor seus benefícios e resultados, e também os problemas que existem e as formas de solucioná-los.

Nesse contexto, Díaz-Canel se ofereceu para aumentar a presença de investidores britânicos em áreas como turismo, energia, biotecnologia e indústria farmacêutica, entre outras.

Photo: Estudio Revolución

De acordo com o que aconteceu durante a reunião da terça-feira, 13, continuar aprofundando as relações econômicas bilaterais e a cooperação que nos une é um desafio, sabendo que temos interesses potenciais e comuns para isso.

NO PARLAMENTO DE WESTMINTER

Depois do meio-dia, o presidente cubano continuou suas atividades no Parlamento de Westminster, onde se encontrou com a baronesa Angela Smith de Brasildone e um grupo de parlamentares britânicos, incluindo Karen Lee, coordenadora do Grupo Multipartidário para Cuba, no Parlamento de Wesminster.

Além disso, participaram do encontro líderes de ambas as câmaras do Parlamento Britânico e parte da delegação cubana que acompanhou o presidente dos Conselhos de Estado e Ministros em sua digressão internacional.

Também estiveram presentes os membros da Campanha de Solidariedade com Cuba, que tanto fizeram para consolidar o caminho da solidariedade com a Ilha caribenha.

Para todos eles, Díaz-Canel expressou seu sentimento de gratidão pelo apoio oferecido durante a campanha para libertar os Cinco combatentes antiterroristas, presos injustamente em prisões norte-americanas e contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos à Ilha, uma política que o governo do Reino Unido reprova e que afeta seriamente os negócios entre nossos países.

No decorrer do dia de trabalho, o presidente cubano também conversou com parlamentares da Câmara dos Lordes, principalmente em relação a questões culturais, esportivas e educacionais. «O bloqueio não pode impedir as trocas nessas áreas», disse Díaz-Canel. E propôs «construir pontes» que permitam as trocas em ambas as direções.

Photo: Estudio Revolución

No calor dessas reflexões, também nasceram novas propostas sobre possibilidades futuras de trocas. Resta, então, a certeza de que nem mesmo o injusto bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto à Ilha pelo governo norte-americano poderá impedir esse tipo de proximidade.

Pouco depois, teve uma reunião cordial com Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista. Nela, os dois partidos examinaram as relações entre o Partido Trabalhista e o Partido Comunista de Cuba, enquanto, ao mesmo tempo, confirmavam o bom estado atual das relações bilaterais entre Cuba e o Reino Unido.

COM BONS AMIGOS

A reunião final deste dia de atividades do presidente cubano foi com os membros da Campanha de Solidariedade com Cuba e representantes sindicais, «queridos amigos de Cuba», como a embaixadora de Cuba no Reino Unido, Teresita Vicente Sotolongo, os qualificou.

Díaz-Canel compartilhou momentos de especial importância com eles. «Eu não poderia sair daqui sem me encontrar com vocês», assegurou. «Vocês vêm fazendo a favor de Cuba uma campanha de solidariedade permanente e também com alguns representantes da comunidade cubana em Londres; é por isso que era essencial vê-los para lhes agradecer pessoalmente», disse.

Ao compartilhar com eles algumas reflexões sobre o que aconteceu durante essas horas em Londres, a delegação cubana disse que ambos os governos avaliaram conjuntamente o bom estado das relações.

«Viemos para ratificar ao governo britânico que vamos fazer todos os esforços porque essas relações continuem se expandindo e crescendo, continuem se consolidando e multiplicando e que, no final, tenham melhores resultados na ordem econômica e social».

E se isso é possível, acrescentou, é em grande parte porque há uma base no caminho percorrido por aquela relação «onde o respeito e a cooperação prevalecem».

O presidente também disse que o bloqueio econômico, comercial e financeiro que a Ilha maior das Antilhas está experimentando é o principal obstáculo nas relações entre os dois países. E também destacou o apoio do governo britânico a Cuba em sua luta contra essa medida unilateral dos Estados Unidos, que impede projetos concretos de desenvolvimento.

Agradecimentos especiais foram dados aos membros da solidariedade por «todo o apoio que nos deram na campanha pela libertação dos Cinco».

Agora, eles «fazem uma vida normal com sua família em Cuba, todos trabalham em áreas diferentes» e quando conversamos com eles sobre os momentos que viveram durante seus anos de prisão, sua gratidão pelas campanhas é sempre clara, das quais se lembram com muita gratidão do movimento de apoio que ganhou força no Reino Unido, especialmente o apoio dos sindicatos britânicos.

«Uma atmosfera afetuosa e muito amigável caracterizou as diferentes reuniões que aconteceram na terça-feira, 13», disse. Em todas se falou de propostas para aumentar a cooperação e em quais setores. A esse respeito, eles consideraram o aprofundamento da cooperação em setores como saúde, equação, cultura e esportes.

«E agora estamos com vocês aqui», disse, «encerrando bem alto este dia. Mais uma vez quero confirmar a gratidão de Cuba por tudo que fizeram no âmbito da solidariedade».

«O que sentimos nesta curta estadia e nesses encontros é amizade e carinho», refletiu.

De unidade falou-se então, porque na verdadeira unidade estão contidas muitas essências. Apesar das adversidades, das pressões, de alguém querer interferir — avaliou o chefe de Estado cubano — juntos «vamos superar todos os obstáculos e as interferências» e «das adversidades e de todos nós sairá o melhor como triunfo», que será a amizade, a solidariedade e a cooperação».