ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Foto: Obra de arte de Michel Moro 

Embora o Tribunal Penal Internacional (TPI) tenha «juntado» o governo sionista de Israel e o movimento de resistência palestino Hamas para propor um mandado de prisão para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu ministro da Defesa Yoav Gallant pelo genocídio cometido em Gaza contra a população palestina, a decisão colidiu com a posição dos Estados Unidos, que não permitem nenhuma sanção contra Israel.

A reação, tanto do presidente Joe Biden quanto do secretário de Estado Antony Blinken, e até mesmo dentro do Congresso dos EUA, ultrapassou tudo o que se poderia imaginar: sanções dos EUA contra o próprio TPI, por tentar agir contra Netanyahu e seu ministro da Defesa.

O líder dos EUA descreveu como «ultrajante» o pedido do promotor do órgão de justiça internacional, Karim Khan, para emitir os mandados de prisão.

«E deixem-me ser claro: independentemente do que esse promotor possa sugerir, não há equivalência – nenhuma – entre Israel e o Hamas. Sempre estaremos ao lado de Israel», disse Biden, ao mesmo tempo em que negou que um genocídio esteja sendo cometido em Gaza.

O Congresso dos EUA, enquanto isso, está promovendo uma legislação bipartidária que imporia sanções a qualquer pessoa envolvida no caso do mandado de prisão.

Em resposta, o procurador-geral da Corte de Haia advertiu que as ameaças contra ele e sua instituição constituem um delito criminal, após receber uma carta ameaçadora de membros republicanos e democratas do Congresso dos EUA.

Enquanto o atual ocupante da Casa Branca reafirma sua posição ao lado do massacre, Cuba, tal como a maioria dos países, exige respeito pelos civis palestinos envolvidos no conflito, exigindo que o Conselho de Segurança da ONU cumpra seu mandato de paz, informou o site Cubaminrex.

O representante permanente da Ilha nas Nações Unidas, Ernesto Soberon, pediu que o órgão de 15 membros não permaneça inerte diante do massacre em andamento e que a comunidade internacional não pare de exigir o fim da ofensiva israelense.