ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA
Photo: Yaimí Ravelo

O chanceler Bruno Rodríguez anunciou em uma entrevista coletiva, em 16 de setembro, que o presidente cubano Raul Castro, vai participar das sessões da Assembleia Geral da ONU e do debate de alto nível, nos dias 25 a 28 de setembro, respectivamente.

“Durante a estada em Nova York, o general-de-exército e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros também vai participar da conferência sobre empoderamento das mulheres e terá reuniões com setores da sociedade estadunidense e com representantes do movimento de solidariedade com Cuba”, disse Rodríguez.

O chanceler também informou que as sessões deste ano têm como elemento central a agenda de desenvolvimento post 2015 e serão realizadas no contexto do 70º aniversário da Organização das Nações Unidas.

Em outro momento, o ministro das Relações Exteriores qualificou a visita do papa Francisco ao nosso país de “acontecimento extraordinário”, enquanto destacou que “Cuba vai acolher Francisco com respeito e solidariedade”.

Enfatizou também o papel do papa no processo de restabelecimento das relações entre Washington e Havana.

Na entrevista coletiva, realizada na sede do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, o ministro também se referiu à resolução que será apresentada à comunidade internacional, em 27 de outubro, sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA.

De acordo com Rodríguez, o relatório deste ano inclui dois novos parágrafos, parabenizando o restabelecimento das relações bilaterais e reconhecendo a vontade do presidente Barack Obama de trabalhar para o levantamento do bloqueio.

“No entanto, disse, a política continua em vigor e é uma violação dos direitos dos cidadãos cubanos e estadunidenses”.

O chanceler também denunciou a campanha contra a Venezuela que, segundo ele, faz parte de uma cruzada contra governos progressistas de esquerda que avançaram em matéria de soberania.

“Não é possível aceitar interferência nenhuma nos assuntos internos da Venezuela", disse Bruno Rodríguez.