O ianque e o moderno
Diante de um império cada vez mais exasperado e agressivo, Cuba mantém sua independência e sua cultura «tendo a José Martí como o escudo invulnerável de nossa história»
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Diante de um império cada vez mais exasperado e agressivo, Cuba mantém sua independência e sua cultura «tendo a José Martí como o escudo invulnerável de nossa história»
A pandemia tornou mais visível a colisão entre o modelo capitalista neoliberal, sua rede de dogmas, ícones e paradigmas, e outras alternativas de conceber a sociedade, a economia, a política e a própria idéia do progresso e a felicidade.
Aqueles que sonham com a restauração capitalista não querem manter debates em torno da guerra cultural e aspiram a que nossos povos tornem seus os padrões e lantejoulas da Maquinaria, para mergulhar alegremente no limbo da frivolidade
Todos os analistas com juízo (exceto os porta-vozes do império e da extrema direita) coincidem em que o coronavírus tirou bruscamente o véu da suposta bonança neoliberal, para mostrar a barbárie, seus abismos de injustiça e desigualdade
Em 22 de agosto passado, completaram-se cem anos do nascimento, em Waukegan, Illinois, EUA, do grande escritor Ray Bradbury. Sua obra, apesar de tudo, mantém uma frescura excepcional.
Os protestos pelo assassinato de George Floyd nos EUA e outros países tornou visível um conflito que costuma passar inadvertido: a guerra simbólica. Os manifestantes identificaram inimigos de bronze ou mármore, quietos, aparentemente calmos, e os atacaram com fúria
É difícil descrever os filmes que imitaram e continuam imitando a fórmula de Spielberg. Um gênero nasceu e cresceu: «o cinema de tubarões». Um cronista definiu-o como «horror, mistério, aventura, intriga e também estupidez absurda, irônica e, às vezes, fascinante»
Fernando Ortiz nos convidou a trabalhar por um projeto comum e a nos identificar com a «cubanidade plena, sentida, consciente e desejada»
Crescem as opiniões em diferentes países que favorecem a reabertura das economias e flexibilizar, de forma mais ou menos gradual, as restrições ligadas à pandemia. Mas, ao mesmo tempo, crescem as chamadas de alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS)
O neofascismo adota duas posições face à memória: apostar no «esquecimento» e promover a amnésia coletiva, de maneira que as pessoas vivem bobas, sem raízes, sem olhar para trás, ou manipular o passado