ÓRGÃO OFICIAL DO COMITÊ CENTRAL DO PARTIDO COMUNISTA DE CUBA

QUANDO em 2015, os 193 Estados membros das Nações Unidas aprovaram uma nova agenda de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), já era uma realidade o avanço da Ilha maior das Antilhas no cumprimento desses propósitos, apesar da existência do bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos.

Desde então, a abordagem integral dos programas, a tentativa de aplicar os objetivos — segundo as necessidades de cada território — e a sustentabilidade, são algumas das características que refletem o avanço de Cuba no cumprimento dos ODSs. Mas, quais argumentos permitem avaliar uma afirmação como esta?

1. COMO CUMPRE A ILHA MAIOR DAS ANTILHAS OS OBJETIVOS RELACIONADOS À ELIMINAÇÃO DA POBREZA E A FOME, SAÚDE E BEM-ESTAR, EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, IGUALDADE DE GÊNERO, O DIREITO DE TER UM TRABALHO DECENTE E DIMINUIÇÃO DAS DESIGUALDADES?

Cada um dos documentos reitores do desenvolvimento econômico e social de Cuba: as Diretrizes, o Plano Nacional até 2030 e a Conceituação do modelo econômico e social, bem como as políticas que os fundamentam, relacionam-se estreitamente aos ODSs.

Cuba detém a 68ª colocação no ranking mundial e a oitava da América Latina e o Caribe, entre os países com um alto Índice de Desenvolvimento Humano, dentre as 188 nações que mostram os dados de Desenvolvimento Humano ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Ainda com desafios por levar à frente, dados relevantes avaliam este avanço, por exemplo, que o nível de escolarização média atinge os 11,5 anos e a esperança de escolaridade ascende até 13,8 anos (quase segundo ano do ensino universitário). Entretanto, o país atingiu, após fechar 2017, a taxa de mortalidade infantil mais baixa da sua história, com 4,0 em cada mil nascidos vivos.

Como resultado de seu trabalho na luta por tirar a fome, recebeu o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Tem um Código de Trabalho que reconhece o direito de emprego, além de ressaltar indicadores como igualdade no trabalho, capacitação e superação, descanso, férias pagas e previdência social.

Recentemente, também foram aprovadas resoluções que estimulam a fecundidade, a incorporação e reincorporação da mulher no trabalho, e a ampliar o cuidado das crianças a outros familiares no lar. Isso é só um indicador da importância que tem o empoderamento feminino para Cuba, país com o segundo Parlamento do mundo com maior presença da mulher.

«A proteção pela Previdência Social beneficia aqueles que necessitam, de modo que se contribui para a diminuição das desigualdades, sob o princípio de não desamparar ninguém», expressa a Conceituação do modelo econômico e social.

2. QUE POLÍTICAS SUSTENTAM A PRIORIDADE QUE EM CUBA TEM O CUIDADO DO MEIO AMBIENTE?

É a Tarefa Vida, Plano do Estado para enfrentar as mudanças climáticas, a estratégia reitora relacionada à proteção do meio ambiente no país. Prevê um estudo das zonas mais afetadas para focar os esforços e recursos, para trabalhar na recuperação das praias e as medidas para enfrentar a seca, entre outras ações,

Outro aspeto que a nação potencia é o incremento do uso da energia renovável. Cuba tem mais de 30 parques solares, os que diminuem consideravelmente o nível de poluição pelo monóxido de carbono, além do esforço extraordinário para mudar a matriz energética.

3. COMO SE GARANTE O DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA, A INOVAÇÃO E A INFRAESTRUTURA?

O Plano Nacional de Desenvolvimento até 2030 estabelece a prioridade do Estado cubano de estimular a pesquisa científica, a aplicação da ciência, a tecnologia, a inovação, bem como sua promoção e generalização em todos os setores da sociedade. Igualmente, apela à necessidade de maximizar o contributo da infraestrutura para processo de desenvolvimento.

4. COMO DEFENDE CUBA A PAZ, A JUSTIÇA E A EXISTÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES SÓLIDAS? COMO ESTABELECE ALIANÇAS NECESSÁRIAS PARA CONSEGUIR OS OBJETIVOS DA AGENDA 2030?

Não por acaso foi este palco a partir do qual, no contexto da 2ª Cúpula dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), realizada em Havana, foi aprovada a Proclamação da América Latina e o Caribe como Zona de Paz.

Cuba defende o direito à paz e justiça desde todos os âmbitos, onde expressa sua solidariedade com os países da região e do mundo, enfrenta-se a toda forma de violência e discriminação, luta contra a fome, a pobreza, a injusta ordem econômica internacional, as guerras imperiais e todos os flagelos que ameaçam a humanidade.

Em uma estreita aliança, as instituições da sociedade civil cubana e as instituições e organismos nacionais, trabalham pelo compromisso de conseguir uma sociedade mais justa, comprometida com o futuro da nação, pelo desenvolvimento da cooperação internacional e o cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável. Nesse empenho, Cuba também tem uma ativa presença nos mecanismos de integração regional.